Referência

Rm 6, 4

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Matos Soares

4Fomos, pois, sepultados com ele, a fim de morrer (para o pecado) pelo baptismo, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim nós vivamos uma vida nova.

Matos Soares · domínio público

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Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Agostinho

Foi trazido, segundo concebo, pela providência de Deus, que o preço do Salvador não ministrasse meios de excesso aos pecadores, mas repouso aos forasteiros, que dali Cristo pudesse tanto remir os vivos pelo derramamento do Seu sangue, como abrigar os mortos pelo preço da Sua paixão. Portanto com o preço do sangue do Senhor é comprado o campo do oleiro. Lemos na Escritura que a salvação de todo o gênero humano foi comprada pelo sangue do Salvador. Este campo, pois, é o mundo todo. O oleiro que é o Senhor do solo, é Aquele que formou de barro os vasos de nossos corpos. Este campo do oleiro, pois, foi comprado pelo sangue de Cristo, e aos forasteiros que, sem pátria ou lar, vagueiam por todo o mundo, é provido repouso pelo sangue de Cristo. Estes forasteiros são os cristãos mais devotos, que renunciaram ao mundo, e não têm possessão nele, e assim repousam no sangue de Cristo; pois a sepultura de Cristo não é senão o repouso do cristão; porque, como diz o Apóstolo: “Fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte.” (Rom 6,4) Estamos, pois, nesta vida como forasteiros.

App. Serm. · App. Serm., 80, 1 · séc. V

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Orígenes

O óleo, por toda a Escritura, é posto pela obra de misericórdia, com que se alimenta a lâmpada da palavra; ou pela doutrina, cuja audição sustenta a palavra da fé, uma vez acesa. Tudo com que os homens se ungem é chamado, de modo compreensivo, óleo; e uma espécie de óleo é unguento, e uma espécie de unguento é precioso. Assim, todos os atos justos são chamados boas obras; e das boas obras há uma espécie que fazemos para, ou a, os homens; outra que fazemos para, ou a, Deus. E também isto que fazemos para Deus, em parte só promove o bem dos homens, em parte, a glória de Deus. Por exemplo, alguém faz um benefício a um homem por sentimentos de justiça natural, não por amor de Deus, como os gentios às vezes faziam; tal obra é óleo comum de nenhum bom odor, contudo é aceitável a Deus, porquanto, como diz Pedro em Clemente, as boas obras que os incrédulos fazem, lhes aproveitam neste mundo, mas não valem para lhes ganhar a vida eterna no outro. Os que fazem o mesmo por amor de Deus, aproveitam com isso não só neste mundo, mas também no vindouro, e o que fazem é unguento de bom odor. Outra espécie é a que se faz para o bem dos homens, como esmolas e semelhantes. Quem faz isto aos cristãos, unge os pés do Senhor, porque eles são os pés do Senhor; e isto os penitentes se acham mais a fazer para a remissão de seus pecados. Quem se devota à castidade, e persevera em jejuns e orações, e outras coisas que conduzem tão-somente à glória de Deus, este é o unguento que unge a cabeça do Senhor, e com cujo odor toda a Igreja é cheia; esta é a obra própria não de penitentes, mas dos perfeitos, ou a doutrina que é necessária para os homens; mas o reconhecimento da fé que pertence a Deus somente, é o unguento com que se unge a cabeça de Cristo, com o qual somos sepultados juntamente com Cristo pelo batismo na morte. [Rom 6,4]

séc. III

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