Referência

Sb 14, 21

Veja onde esta passagem aparece no corpus patrístico disponível.

Trechos nesta página

2

Comentários diretos

0

Autores distintos

1

Matos Soares

21Isto foi ocasião de queda para a vida (humana), (proveniente) de que os homens, sujeitando-se à lei da desgraça ou da tirania, deram às pedras e à madeira o nome incomunicável.

Matos Soares · domínio público

Levar para o chatEntre na conta para conversar com os Padres a partir deste versículo.
Dossiês doutrinaisQuando um versículo abre um tema maior, o próximo passo é seguir por um dossiê temático.

Comentário direto

0

Trechos em que os Padres comentam diretamente esta passagem ou o seu contexto imediato.

Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

2

Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que a essência e a existência não são o mesmo em Deus. Pois, se assim fosse, então o ser divino nada teria de acrescentado. Ora, o ser ao qual nenhum acréscimo se faz é o ser universal, que se predica de todas as coisas. Logo, segue-se que Deus é o ser em geral, que pode ser predicado de tudo. Mas isto é falso: “Porque os homens deram o nome incomunicável às pedras e à madeira” (Sab. 14,21). Portanto, a existência de Deus não é a sua essência. Objeção 2: Ademais, podemos conhecer “se” Deus existe, como se disse acima (Q. 2, A. 2); mas não podemos conhecer “o que” Ele é. Logo, a existência de Deus não é o mesmo que a sua essência — isto é, que a sua quididade ou natureza. Em contrário, diz Hilário (Trin. VII): “Em Deus, a existência não é uma qualidade acidental, mas a verdade subsistente.” Portanto, o que subsiste em Deus é a sua existência. Respondo que Deus não é apenas a sua própria essência, como se mostrou no artigo precedente, mas também a sua própria existência. Isto pode ser demonstrado de várias maneiras. Primeiro, tudo o que uma coisa possui além da sua essência deve ser causado ou pelos princípios constitutivos dessa essência (como uma propriedade que acompanha necessariamente a espécie — assim a faculdade de rir é própria do homem — e é causada pelos princípios constitutivos da espécie), ou por algum agente exterior — como o calor é causado na água pelo fogo. Portanto, se a existência de uma coisa difere da sua essência, essa existência deve ser causada ou por algum agente exterior ou pelos seus princípios essenciais. Ora, é impossível que a existência de uma coisa seja causada pelos seus princípios constitutivos essenciais, pois nada pode ser a causa suficiente da sua própria existência, se a sua existência é causada. Logo, aquela coisa cuja existência difere da sua essência deve ter a sua existência causada por outro. Mas isto não pode ser verdadeiro de Deus; porque chamamos a Deus a primeira causa eficiente. Portanto, é impossível que em Deus a sua existência difira da sua essência. Segundo, a existência é aquilo que torna atual toda forma ou natureza; pois a bondade e a humanidade só são ditas atuais porque são ditas existentes. Portanto, a existência deve ser comparada à essência, se esta é uma realidade distinta, como a atualidade à potencialidade. Logo, como em Deus não há potencialidade, conforme se mostrou acima (A. 1), segue-se que nele a essência não difere da existência. Por conseguinte, a sua essência é a sua existência. Terceiro, porque, assim como o que tem fogo, mas não é fogo, está em fogo por participação; assim também o que tem existência, mas não é existência, é um ente por participação. Ora, Deus é a sua própria essência, como se mostrou acima (A. 3); se, portanto, Ele não é a sua própria existência, será não um ser essencial, mas um ser participado. Não será, portanto, o primeiro ser — o que é absurdo. Logo, Deus é a sua própria existência, e não apenas a sua própria essência. Resposta à objeção 1: Uma coisa à qual nada é acrescentado pode ser de dois modos. Ou a sua essência impede qualquer acréscimo; assim, por exemplo, é da essência de um animal irracional ser sem razão. Ou podemos entender que uma coisa nada tem de acrescentado, enquanto a sua essência não exige que nada lhe seja acrescentado; assim, o gênero animal é sem razão, porque não é da essência do animal em geral ter razão; mas também não é da sua essência carecer de razão. E assim o ser divino nada tem de acrescentado no primeiro sentido; ao passo que o ser universal nada tem de acrescentado no segundo sentido. Resposta à objeção 2: “Ser” pode significar duas coisas. Pode significar o ato da essência, ou pode significar a composição do enunciado efetuada pela mente ao juntar o predicado ao sujeito. Tomando “ser” no primeiro sentido, não podemos entender a existência de Deus nem a sua essência; mas apenas no segundo sentido. Sabemos que é verdadeira esta proposição que formamos acerca de Deus quando dizemos “Deus é”; e isto sabemos pelos seus efeitos (Q. 2, A. 2).

Summa Theologiae — First Part · Article. 4 - Whether essence and existence are the same in God? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

**Objeção 1:** Parece que este nome "Deus" é comunicável. Pois todo aquele que participa da coisa significada por um nome participa do nome mesmo. Ora, este nome "Deus" significa a natureza divina, que é comunicável a outros, segundo as palavras: "Ele nos deu grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas vos torneis participantes da natureza divina" (2 Ped. 1,4). Logo, este nome "Deus" pode ser comunicado a outros. **Objeção 2:** Além disso, só os nomes próprios não são comunicáveis. Ora, este nome "Deus" não é nome próprio, mas apelativo; o que se vê pelo fato de ter plural, conforme o texto: "Eu disse: vós sois deuses" (Sl. 81,6). Logo, este nome "Deus" é comunicável. **Objeção 3:** Além disso, este nome "Deus" deriva da operação, como foi explicado. Ora, outros nomes dados a Deus a partir de suas operações ou efeitos são comunicáveis, como "bom", "sábio" e semelhantes. Logo, este nome "Deus" é comunicável. **Em contrário,** está escrito: "Deram o nome incomunicável à madeira e às pedras" (Sab. 14,21), referindo-se ao nome divino. Portanto, este nome "Deus" é incomunicável. **Respondo:** Um nome é comunicável de dois modos: propriamente e por semelhança. É comunicável propriamente quando toda a sua significação pode ser dada a muitos; por semelhança, quando é comunicável segundo alguma parte da significação do nome. Por exemplo, este nome "leão" é propriamente comunicável a todas as coisas da mesma natureza que o leão; por semelhança, é comunicável àqueles que participam da natureza do leão, como pela coragem ou pela força, e os que assim participam são chamados metaforicamente leões. Para saber, porém, quais nomes são propriamente comunicáveis, devemos considerar que toda forma existente em um sujeito singular, pela qual é individualizada, é comum a muitos, ou na realidade, ou na ideia; assim, a natureza humana é comum a muitos na realidade e na ideia; ao passo que a natureza do sol não é comum a muitos na realidade, mas apenas na ideia; pois a natureza do sol pode ser entendida como existente em muitos sujeitos; e a razão é que a mente apreende a natureza de cada espécie por abstração do singular. Portanto, estar em um sujeito singular ou em muitos está fora da ideia da natureza da espécie. Assim, dada a ideia de uma espécie, pode-se entendê-la como existente em muitos. Mas o singular, pelo fato de ser singular, está separado de todos os outros. Por isso, todo nome imposto para significar alguma coisa singular é incomunicável tanto na realidade como na ideia; pois a pluralidade dessa coisa individual não pode existir, nem pode ser concebida na ideia. Portanto, nenhum nome que signifique algo individual é propriamente comunicável a muitos, mas apenas por via de semelhança; como, por exemplo, uma pessoa pode ser chamada "Aquiles" metaforicamente, na medida em que possui algo das propriedades de Aquiles, como a força. Por outro lado, as formas que são individualizadas não por nenhum supósito, mas por si mesmas, como formas subsistentes, se compreendidas como são em si mesmas, não poderiam ser comunicáveis nem na realidade nem na ideia; mas apenas talvez por via de semelhança, como se disse dos indivíduos. Contudo, porque não podemos compreender as formas simples subsistentes como realmente são, compreendemo-las como coisas compostas que têm forma na matéria; portanto, como foi dito no primeiro artigo, damos-lhes nomes concretos que significam uma natureza existente em algum supósito. Por conseguinte, no que diz respeito às imagens, aplicam-se as mesmas regras aos nomes que impomos para significar a natureza das coisas compostas e aos nomes que nos são dados para significar naturezas subsistentes simples. Visto, pois, que este nome "Deus" é dado para significar a natureza divina, como acima se disse (A. 8), e visto que a natureza divina não pode ser multiplicada, como se mostrou (Q. 11, A. 3), segue-se que este nome "Deus" é incomunicável na realidade, mas comunicável na opinião; assim como este nome "sol" seria comunicável segundo a opinião daqueles que dizem haver muitos sóis. Por isso está escrito: "Servistes àqueles que por natureza não são deuses" (Gl. 4,8), e a glosa acrescenta: "Deuses não por natureza, mas por opinião humana." Todavia, este nome "Deus" é comunicável, não em toda a sua significação, mas em alguma parte dela por via de semelhança; de modo que são chamados deuses aqueles que participam da divindade por semelhança, conforme o texto: "Eu disse: vós sois deuses" (Sl. 81,6). Mas se algum nome fosse dado para significar a Deus não quanto à sua natureza, mas quanto ao seu supósito, na medida em que é considerado como "este algo", esse nome seria absolutamente incomunicável; como, por exemplo, talvez o Tetragrama entre os hebreus; e isso equivale a dar um nome ao sol para significar esta coisa individual. **Resposta à objeção 1:** A natureza divina só é comunicável segundo a participação de alguma semelhança. **Resposta à objeção 2:** Este nome "Deus" é um nome apelativo, e não um nome próprio, pois significa a natureza divina naquele que a possui; embora o próprio Deus, na realidade, não seja nem universal nem particular. Pois os nomes não seguem o modo de ser das coisas, mas o modo de ser tal como está em nossa mente. E contudo é incomunicável segundo a verdade da coisa, como foi dito acima a respeito do nome "sol". **Resposta à objeção 3:** Estes nomes "bom", "sábio" e semelhantes são impostos a partir das perfeições que procedem de Deus para as criaturas; mas não significam a natureza divina, e sim as próprias perfeições absolutamente; e por isso são, na verdade, comunicáveis a muitos. Mas este nome "Deus" é dado a Deus a partir da sua própria operação, que experimentamos continuamente, para significar a natureza divina.

Summa Theologiae — First Part · Article. 9 - Whether this name “God” is communicable? · séc. XIII

tradução automática