Hino

Adoro te devote

Adoro te devote

O hino eucarístico atribuído a Santo Tomás de Aquino: a fé que adora a divindade escondida sob as espécies do pão e do vinho.

Atribuição tradicional · 5 min · português e latim

Quando rezar

Canta-se ou reza-se na adoração eucarística e na ação de graças após a Comunhão, estrofe por estrofe.

Devotamente vos adoro, ó Deidade escondida, que sob estas figuras verdadeiramente estais oculta: a vós o meu coração se submete por inteiro, porque, ao contemplar-vos, todo desfalece.

A vista, o tato e o gosto enganam-se a vosso respeito; só pelo ouvido se crê com segurança: creio tudo o que disse o Filho de Deus; nada mais verdadeiro do que esta palavra da Verdade.

Na cruz escondia-se só a divindade; aqui esconde-se também a humanidade: crendo e confessando uma e outra, peço o que pediu o ladrão arrependido.

As chagas, como Tomé, não as vejo; contudo, confesso-vos meu Deus: fazei que eu creia sempre mais em vós, em vós tenha esperança e vos ame.

Ó memorial da morte do Senhor, pão vivo que dais a vida ao homem: concedei à minha alma viver de vós e saborear-vos sempre com doçura.

Ó piedoso pelicano, Senhor Jesus, purificai-me, que sou impuro, no vosso sangue: uma só gota dele pode salvar o mundo inteiro de todo pecado.

Jesus, que agora contemplo velado, peço-vos que se cumpra o que tanto anseio: que, vendo-vos um dia com o rosto descoberto, eu seja feliz na visão da vossa glória. Amém.

Sobre este texto

Hino do século XIII, atribuído a Santo Tomás de Aquino (atribuição hoje considerada provável). Latim em domínio público; tradução portuguesa em prosa, editorial AUREA, fiel ao original.

Orações relacionadas