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At 2, 1-13

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Autores distintos

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Matos Soares

1Quando se completaram os dias do Pentecostes, estavam todos juntos no mesmo lugar. 2De repente, veio do céu um estrondo, como de vento que soprava impetuoso, que encheu toda a casa onde estavam sentados. 3E apareceram-lhes repartidas umas como línguas de fogo, das quais pousou uma sobre cada um deles. 4Ficaram todos cheios do Espirito Santo e começaram a falar várias línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. 5Estavam então residindo em Jerusalém Judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. 6Logo que se deu este ruído, acudiu muita gente, e ficou pasmada, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. 7Estavam todos atônitos e admiravam-se, dizendo: "Porventura não são Galileus todos estes que falam? 8Como é que os ouvimos falar cada um de nós a nossa língua materna? 9Partos, Medos, Elamitas, os que habitam a Mesopotâmia, a Judeia, a Capadócia, o Ponto e a Asia, 10a Frigia e a Panfília, o Egipto e várias partes da Líbia, vizinhas de Cirene, e os vindos de Roma, 11tanto Judeus como prosélitos, Cretenses e Árabes, todos os ouvimos falar nas nossas línguas das maravilhas de Deus." 12Estavam todos atônitos e fora de si, dizendo uns para os outros: "Que quer isto dizer? 13Outros, porém, escarnecendo, diziam: "Estão cheios de vinho doce."

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o rito deste sacramento não é apropriado. Pois o sacramento do Batismo é de maior necessidade que este, como se disse acima (A[2], ad 4; Q[65], AA[3],4). Ora, para o Batismo são fixadas certas épocas, a saber, a Páscoa e o Pentecostes. Logo, dever-se-ia escolher para este sacramento algum tempo fixo do ano. **Objeção 2:** Ademais, assim como este sacramento requer devoção tanto no ministro como no receptor, também o requer o sacramento do Batismo. Ora, no sacramento do Batismo não é necessário que se receba ou se administre em jejum. Logo, parece inconveniente que o Concílio de Orleans declare que “os que vêm à Confirmação estejam em jejum”; e o Concílio de Meaux, “que os bispos não confiram o Espírito Santo com a imposição das mãos senão estando em jejum.” **Ob…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 12 · séc. XIII

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que este sacramento não deve ser dado a todos. Pois este sacramento é dado para conferir certa excelência, como foi dito acima (A[11], ad 2). Ora, nem todos são aptos para aquilo que pertence à excelência. Logo, este sacramento não deve ser dado a todos. **Objeção 2:** Demais. Por este sacramento, o homem progride espiritualmente para a idade perfeita. Ora, a idade perfeita é incompatível com a infância. Portanto, ao menos não deve ser dado às crianças. **Objeção 3:** Demais. Como diz o Papa Melquíades (Ep. ad Episc. Hispan.), «depois do Batismo somos fortalecidos para o combate». Ora, as mulheres são inábeis para o combate, pela fragilidade de seu sexo. Logo, nem as mulheres devem receber este sacramento. **Objeção 4:** Demais. Diz o Papa Melquíades (Ep. ad Episc.…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 8 · séc. XIII

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1.** Parece que a justificação do ímpio não se dá num instante, mas sucessivamente. Pois, como já se disse (Art. 3), para a justificação do ímpio requer-se um movimento do livre-arbítrio. Ora, o ato do livre-arbítrio é a escolha, que exige a deliberação do conselho, como acima se afirmou (Q. 13, Art. 1). Logo, como a deliberação implica um certo processo de raciocínio, e este implica sucessão, a justificação do ímpio parece ser sucessiva. **Objeção 2.** Demais, o movimento do livre-arbítrio não se dá sem consideração atual. Ora, é impossível entender muitas coisas atual e simultaneamente, como se disse acima (I Parte, Q. 85, Art. 4). Logo, como para a justificação do ímpio se requer um movimento do livre-arbítrio para várias coisas, a saber, para Deus e para o pecado, parece imp…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 7 · séc. XIII

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a justificação do ímpio não se dá num instante, mas sucessivamente, porque, como já se disse (A. 3), para a justificação do ímpio requer-se um movimento do livre-arbítrio. Ora, o ato do livre-arbítrio é a escolha, que exige a deliberação do conselho, como se disse acima (Q. 13, A. 1). Logo, visto que a deliberação implica um certo processo de raciocínio, e este implica sucessão, a justificação do ímpio parece ser sucessiva. Objeção 2: Além disso, o movimento do livre-arbítrio não se dá sem consideração atual. Ora, é impossível entender muitas coisas atual e simultaneamente, como se disse acima (I P., Q. 85, A. 4). Logo, visto que para a justificação do ímpio se requer um movimento do livre-arbítrio para várias coisas, a saber, para Deus e contra o pecado, parece impo…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 7 · séc. XIII

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a água não é a matéria própria do Batismo. Pois o Batismo, segundo Dionísio (Hier. Ecl. V) e Damasceno (De Fide Orth. IV), tem poder de iluminar. Ora, a iluminação é uma propriedade especial do fogo. Logo, o Batismo deveria ser conferido com fogo antes que com água; e tanto mais que João Batista, ao predizer o Batismo de Cristo, disse (Mt 3,11): «Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.» **Objeção 2:** Ademais, a lavagem dos pecados é significada no Batismo. Mas muitas outras coisas além da água são empregadas na lavagem, como vinho, azeite e semelhantes. Portanto, o Batismo pode ser conferido também com estas; e consequentemente a água não é a matéria própria do Batismo. **Objeção 3:** Ademais, os sacramentos da Igreja fluíram do lado de Cristo pendente na…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 3 · séc. XIII

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o Espírito Santo não é convenientemente enviado de modo visível. Porque o Filho, enviado visivelmente ao mundo, diz-se menor que o Pai. Mas o Espírito Santo nunca é dito menor que o Pai. Logo, o Espírito Santo não é convenientemente enviado de modo visível. **Objeção 2:** Ademais, a missão visível dá-se por meio da união a uma criatura visível, como a missão do Filho segundo a carne. Mas o Espírito Santo não assumiu criatura visível alguma; e portanto não se pode dizer que Ele existe de modo diverso em algumas criaturas do que em outras, a não ser talvez como em um sinal, assim como também está presente nos sacramentos e em todas as figuras da Lei. Assim, ou o Espírito Santo não é enviado visivelmente de modo algum, ou a sua missão visível se dá em todas essas co…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 7 · séc. XIII

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Santo Tomás de Aquino

**Objecção 1:** Parece que esta não é a forma adequada do Baptismo: «Eu te baptizo em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.» Porquanto a acção deve ser atribuída ao agente principal, e não ao ministro. Ora, o ministro do sacramento age como instrumento, como se disse acima (Q[64], A[1]); ao passo que o agente principal no Baptismo é Cristo, segundo Jo. 1,33: «Aquele sobre quem vires descer o Espírito e permanecer sobre Ele, esse é o que baptiza.» Logo, é inconveniente que o ministro diga: «Eu te baptizo»; tanto mais que o «Ego» [Eu] está já implícito no verbo «baptizo» [baptizo], parecendo redundante. **Objecção 2:** Ademais, não é necessário que quem realiza uma acção mencione a acção realizada; assim, quem ensina não precisa dizer: «Eu vos ensino.» Ora, Nosso Senhor deu ao mesmo…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 5 · séc. XIII

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que aqueles que receberam o dom das línguas não falavam em todas as línguas. Porque aquilo que é concedido a certas pessoas pelo poder divino é o melhor do seu género: assim, o Senhor transformou a água em bom vinho, como se lê em Jo 2,10. Ora, aqueles que tinham o dom das línguas falavam melhor na sua própria língua; pois uma glosa sobre Hb 1 diz que "não é de admirar que a epístola aos Hebreus seja mais elegante no estilo do que as outras epístolas, visto que é natural ao homem ter mais domínio sobre a sua própria língua do que sobre uma língua estrangeira. Pois o Apóstolo escreveu as outras epístolas num idioma estrangeiro, a saber, o grego; ao passo que escreveu esta em língua hebraica." Logo, os apóstolos não receberam o conhecimento de todas as línguas por uma graça…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · séc. XIII

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Remígio de Auxerre

Depois de feitas duas comparações, a das núpcias e a do pano cru, Ele acrescenta uma terceira a respeito dos odres: "Nem se deita vinho novo em odres velhos." Pelos odres velhos entende Ele os seus discípulos, que ainda não estavam perfeitamente renovados. O vinho novo é a plenitude do Espírito Santo e as profundezas dos celestiais mistérios, que os seus discípulos não podiam então suportar; mas depois da ressurreição tornaram-se como odres novos, e foram cheios de vinho novo quando receberam o Espírito Santo em seus corações. Donde também alguns disseram: "Estes homens estão cheios de vinho novo."

Remígio de Auxerre · séc. X

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o dom das línguas é mais excelente do que a graça da profecia. Pois, segundo o Filósofo (Tóp. III, 1), as coisas melhores são próprias das pessoas melhores. Ora, o dom das línguas é próprio do Novo Testamento; por isso cantamos na sequência de Pentecostes [\*A sequência: «Sancti Spiritus adsit nobis gratia» atribuída ao Rei Roberto de França, o suposto autor do «Veni Sancte Spiritus». Cf. Migne, Patr. Lat. tom. CXLI]: «Neste dia deste aos apóstolos de Cristo um dom insólito, maravilha para todos os tempos». Ao passo que a profecia é mais pertinente ao Antigo Testamento, segundo Heb. 1,1: «Deus, que falou outrora muitas vezes e de muitas maneiras aos pais pelos profetas». Logo, parece que o dom das línguas é mais excelente do que o dom da profecia. **Objeção 2:**…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · séc. XIII

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