Cristo é verdadeiramente o Filho daquele Deus que deu a Lei; e, à semelhança das bênçãos pronunciadas na Lei, Ele mesmo pronunciou as bênçãos dos que se salvam; e também, à semelhança das maldições da Lei, propõe agora um ai contra os pecadores: «Ai de vós, Escribas e Fariseus, hipócritas». Os que admitem ser compatível com a bondade proferir tais vituperações contra os pecadores devem entender que o desígnio de Deus é o mesmo nas maldições da Lei. Tanto a maldição ali como o ai aqui caem sobre o pecador, não da parte d’Aquele que denuncia, mas deles mesmos que cometem os pecados denunciados e que, com justiça, atraem sobre si as aflições da disciplina de Deus, ordenadas para a conversão dos homens ao bem. Assim, um pai, ao repreender um filho, profere palavras de maldição, mas não deseja…
Orígenes · c. 184–253
tradução automáticaOs fariseus e os escribas, pois, nem entravam, nem ouviam Aquele que dizia: «Por mim, se alguém entrar, será salvo» (Jo 10,9); nem permitiam que entrassem aqueles que podiam ter crido mediante as coisas que antes haviam sido ditas pela Lei e pelos Profetas acerca de Cristo, mas fechavam a porta com toda a sorte de artifícios para dissuadir os homens de entrar. Também detraíam do seu ensino, negavam toda profecia a seu respeito, e blasfemavam de todo milagre como enganoso, ou obrado pelo diabo. Todos aqueles que, com a sua má conversação, dão ao povo exemplo de pecar, e que cometem injustiça, escandalizando os fracos, parecem fechar o reino dos céus diante dos homens. E este pecado acha-se entre o povo, e principalmente entre os doutores, quando ensinam aos homens o que a justiça do Evangel…
Orígenes · c. 184–253
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