Referência

1Cor 1, 9

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Matos Soares

9Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à sociedade de seu Filho Jesus Cristo Nosso Senhor.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a caridade não é amizade. Pois nada é tão próprio da amizade como conviver com o amigo, segundo o Filósofo (Ética, VIII, 5). Ora, a caridade é do homem para com Deus e os anjos, "cuja morada não está com os homens" (Dn 2,11). Logo, a caridade não é amizade. **Objeção 2:** Além disso, não há amizade sem reciprocidade de amor (Ética, VIII, 2). Mas a caridade estende-se até aos inimigos, conforme Mt 5,44: "Amai a vossos inimigos". Logo, a caridade não é amizade. **Objeção 3:** Ademais, segundo o Filósofo (Ética, VIII, 3), há três espécies de amizade: a que visa o deleitável, a que visa o útil e a que visa o virtuoso. Ora, a caridade não é amizade pelo útil ou deleitável; pois Jerônimo, na sua carta a Paulino que se encontra no princípio da Bíblia, diz: "A verdadeir…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a caridade pode existir sem fé e esperança. Porque a caridade é o amor de Deus. Ora, é-nos possível amar a Deus naturalmente, sem ter ainda fé ou esperança na bem-aventurança futura. Logo, a caridade pode existir sem fé e esperança. Objeção 2: Além disso, a caridade é a raiz de todas as virtudes, conforme Efésios 3, 17: «Arraigados e fundados na caridade.» Ora, a raiz às vezes está sem os ramos. Portanto, a caridade pode existir às vezes sem fé e esperança e as demais virtudes. Objeção 3: Além disso, houve perfeita caridade em Cristo. E, todavia, não teve Ele nem fé nem esperança, porque era perfeito compreensor, como adiante se explicará (TP, Q[7], AA[3],4). Logo, a caridade pode existir sem fé e esperança. Em contrário, diz o Apóstolo (Hebreus 11, 6): «Sem fé é i…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a caridade pode existir sem fé e esperança. Porque a caridade é o amor de Deus. Mas é possível amarmos a Deus naturalmente, sem já ter fé, ou esperança na bem-aventurança futura. Logo, a caridade pode existir sem fé e esperança. Objeção 2: Ademais, a caridade é a raiz de todas as virtudes, segundo Efésios 3,17: "Enraizados e fundados na caridade". Ora, a raiz às vezes está sem os ramos. Logo, a caridade pode às vezes existir sem fé e esperança e as outras virtudes. Objeção 3: Ademais, houve perfeita caridade em Cristo. E, no entanto, Ele não teve nem fé nem esperança: porque Ele foi um perfeito compreensor, como explicaremos mais adiante (TP, Q[7], AA[3],4). Logo, a caridade pode existir sem fé e esperança. Em contrário, o Apóstolo diz (Hebreus 11,6): "Sem fé é imp…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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