Referência

1Cor 12, 31

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Matos Soares

31Aspirai, pois, aos dons superiores. E eu vou mostrar-vos um caminho ainda mais excelente.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a caridade não pode aumentar. Porque nada aumenta senão o que tem quantidade. Ora, a quantidade é dupla: a dimensiva e a virtual. A primeira não convém à caridade, que é uma perfeição espiritual; a quantidade virtual, por sua vez, diz respeito aos objetos, em relação aos quais a caridade não aumenta, pois a mais ínfima caridade ama tudo o que deve ser amado por caridade. Logo, a caridade não

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que os bens espirituais devem ser abandonados por causa do escândalo. Pois Agostinho (Contra Ep. Parmen. iii, 2) ensina que “a punição pelo pecado deve cessar, quando se teme o perigo do cisma”. Ora, a punição dos pecados é um bem espiritual, pois é um ato de justiça. Logo, um bem espiritual deve ser abandonado por causa do escândalo. Objeção 2: Ademais, a Sagrada Doutrina é uma coisa altamente espiritual. Contudo, deve-se dela desistir por causa do escândalo, segundo Mt 7,6: “Não deis o que é santo aos cães, nem lanceis as vossas pérolas diante dos porcos, para que não… voltando-se contra vós, vos despedacem.” Logo, um bem espiritual deve ser abandonado por causa do escândalo. Objeção 3: Ademais, a correção fraterna, sendo um ato de caridade, é um bem espiritual. Contu…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 7 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a graça gratuita é mais nobre que a graça santificante. Pois “o bem do povo é melhor que o bem individual”, como diz o Filósofo (Ética i, 2). Ora, a graça santificante ordena-se ao bem de um só homem, ao passo que a graça gratuita se ordena ao bem comum de toda a Igreja, como se disse acima (AA[1],4). Logo, a graça gratuita é mais nobre que a graça santificante. Objeção 2: Além disso, é maior poder aquele que pode agir sobre outro, do que aquele que está confinado a si mesmo, assim como maior é o brilho do corpo que pode iluminar outros corpos, do que aquele que só pode brilhar mas não pode iluminar; e por isso o Filósofo diz (Ética v, 1) “que a justiça é a mais excelente das virtudes”, pois por ela o homem se comporta retamente para com os outros. Mas pela graça san…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Artigo 2 — Se a humildade diz respeito ao apetite.** **Objecção 1.** Parece que a humildade não diz respeito ao apetite, mas ao juízo da razão. Porque a humildade opõe-se à soberba. Ora, a soberba diz respeito às coisas que pertencem ao conhecimento; pois Gregório diz (Moral. XXXIV, 22) que "a soberba, quando se estende exteriormente ao corpo, mostra-se primeiro nos olhos"; donde está escrito (Sl 130,1): "Senhor, o meu coração não se exaltou, nem os meus olhos se levantaram." Ora, os olhos são os principais auxílios do conhecimento. Logo, parece que a humildade diz respeito principalmente ao conhecimento, pelo qual alguém pensa pouco de si mesmo. **Objecção 2.** Ademais, Agostinho diz (De Virginit. XXXI) que "quase toda a doutrina cristã é a humildade". Por conseguinte, nada do que con…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a vida ativa é mais excelente do que a contemplativa. Pois "aquilo que pertence a melhores homens parece ser mais digno e melhor", como diz o Filósofo (Top. iii, 1). Ora, a vida ativa pertence a pessoas de mais alta dignidade, a saber, os prelados, que são colocados em posição de honra e poder; donde Agostinho dizer (De Civ. Dei xix, 19) que "em nossas ações não devemos amar a honra ou o poder nesta vida". Logo, parece que a vida ativa é mais excelente do que a contemplativa. **Objeção 2:** Ademais, em todos os hábitos e atos, a direção pertence ao mais importante; assim, a arte militar, por ser mais importante, dirige a arte do fabricante de freios (*Ethic. i, 1*). Ora, à vida ativa pertence dirigir e comandar a contemplativa, como se vê nas palavras dirigidas a…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objecção 1: Parece que a graça gratuita é mais nobre que a graça santificante. Porque «o bem do povo é melhor que o bem individual», como diz o Filósofo (Ethic. i, 2). Ora, a graça santificante está ordenada ao bem de um só homem, ao passo que a graça gratuita está ordenada ao bem comum de toda a Igreja, como foi dito acima (AA[1],4). Logo, a graça gratuita é mais nobre que a graça santificante. Objecção 2: Além disso, é maior o poder que pode agir sobre outro do que aquele que se limita a si mesmo; assim como é maior a claridade do corpo que pode iluminar outros corpos do que a daquele que apenas brilha mas não pode iluminar; e por isso diz o Filósofo (Ethic. v, 1) «que a justiça é a mais excelente das virtudes», pois por ela o homem se comporta rectamente para com os outros. Ora, pela g…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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