Referência

1Cor 13, 1

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Autores distintos

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Matos Soares

1Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos a anjos, se não tiver caridade, sou como um bronze que soa, ou como um címbalo que tine.

Matos Soares · domínio público

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Comentário direto

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Trechos em que os Padres comentam diretamente esta passagem ou o seu contexto imediato.

Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Gregório Magno

Pois que entendemos aqui por ‘bronze’ e ‘pedras’ senão os corações dos insensatos, que muitas vezes recebem os golpes do Altíssimo e, todavia, não são amolecidos por nenhum golpe de disciplina? Ao contrário do que se diz aos Eleitos pelo Profeta, por promessa do Senhor: Tirarei de vós o coração de pedra, e dar-vos-ei um coração de carne. Paulo também diz: Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, e não tenha caridade, sou como o bronze que soa, ou o címbalo que retine. Pois sabemos que as pedras, quando golpeadas, não podem dar um som claro; mas quando o bronze é golpeado, produz-se um som muito sonoro com o golpe; o qual, porque como as pedras é sem vida, não tem sentido contido no som. E há alguns que, semelhantes às pedras, se endureceram tanto quanto aos preceitos da religiã…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 26 · c. 540–604

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que um anjo não fala a outro. Porque Gregório Magno diz (Moral. xviii) que, no estado da ressurreição, «o corpo de cada um não esconderá a sua mente dos seus semelhantes». Muito menos, portanto, está a mente de um anjo oculta de outro. Ora, a fala manifesta a outrem o que jaz oculto na mente. Logo, não é necessário que um anjo fale a outro. Objeção 2: Além disso, a fala é dupla: interior, pela qual alguém fala a si mesmo; e exterior, pela qual alguém fala a outro. Ora, a fala exterior se dá por algum sinal sensível, como pela voz, ou gesto, ou algum membro corporal, como a língua, ou os dedos, e isto não pode aplicar-se aos anjos. Logo, um anjo não fala a outro. Objeção 3: Ademais, o falante incita o ouvinte a escutar o que diz. Ora, não parece que um anjo incite outro…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o anjo inferior não fala ao superior. Pois sobre o texto (1 Coríntios 13,1): "Se eu falar com as línguas dos homens e dos anjos", uma glosa observa que a fala dos anjos é uma iluminação pela qual o superior ilumina o inferior. Mas o inferior nunca ilumina o superior, como acima se explicou (q. 106, a. 3). Logo, nem o inferior fala ao superior. **Objeção 2:** Ademais, como se disse acima (q. 106, a. 1), iluminar significa apenas dar a conhecer a alguém o que é conhecido de outrem; e isto é falar. Portanto, falar e iluminar são o mesmo; logo, segue-se a mesma conclusão. **Objeção 3:** Ademais, Gregório diz (Moral. ii): "Deus fala aos anjos pelo próprio fato de mostrar aos seus corações as suas coisas ocultas e invisíveis." Mas isto é iluminá-los. Portanto, sempre…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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