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1Cor 13, 13

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Matos Soares

13Agora permanecem (como necessárias para todos) estas três coisas: a fé, a esperança, a caridade; porém, a maior delas é a caridade.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

**Artigo 3 — Se a caridade é a forma da fé?** **Objeção 1:** Parece que a caridade não é a forma da fé. Pois cada coisa recebe a sua espécie da sua forma. Logo, quando duas coisas são membros opostos de uma divisão, uma não pode ser forma da outra. Ora, a fé e a caridade são apresentadas como membros opostos de uma divisão, enquanto diferentes espécies de virtude (1 Cor 13,13). Portanto, a caridade não é a forma da fé. **Objeção 2:** Além disso, a forma e aquilo de que é forma estão num mesmo sujeito, pois juntos formam uma unidade simples. Ora, a fé está no intelecto, enquanto a caridade está na vontade. Logo, a caridade não é a forma da fé. **Objeção 3:** Além disso, a forma de uma coisa é o seu princípio. Ora, a obediência, antes que a caridade, parece ser o princípio do crer, da par…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que na felicidade o deleite está antes da visão. Pois "o deleite é a perfeição da operação" (Ética, X, 4). Ora, a perfeição está antes do aperfeiçoado. Logo, o deleite está antes da operação do intelecto, isto é, da visão. Objeção 2: Ademais, aquilo por cuja razão uma coisa é desejável é ainda mais desejável. Ora, as operações são desejadas por causa do deleite que proporcionam; por isso também a natureza ajustou o deleite às operações necessárias para a preservação do indivíduo e da espécie, a fim de que os animais não negligenciassem tais operações. Logo, na felicidade, o deleite está antes da operação do intelecto, que é a visão. Objeção 3: Ademais, a visão corresponde à fé; enquanto o deleite ou fruição corresponde à caridade. Ora, a caridade está antes da fé, como…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que não houve fé, nem nos anjos, nem no homem, no seu estado original. Porquanto Hugo de São Vítor diz nas suas *Sentenças* (De Sacram. i, 10) que «o homem não pode ver a Deus nem as coisas que estão em Deus, porque fecha os olhos à contemplação». Ora, os anjos, no seu estado original, antes de serem confirmados na graça ou dela terem caído, tinham os olhos abertos à contemplação, pois «viam as coisas no Verbo», segundo Agostinho (Gen. ad lit. ii, 8). Do mesmo modo, o primeiro homem, enquanto no estado de inocência, ao que parece, tinha os olhos abertos à contemplação; pois Hugo de São Vítor diz (De Sacram. i, 6) que «no seu estado original o homem conhecia o seu Criador, não pela mera percepção exterior da audição, mas por inspiração interior, não como agora os crent…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o desespero não é o maior dos pecados. Porque pode haver desespero sem incredulidade, como se disse acima (A[2]). Ora, a incredulidade é o maior dos pecados, por derrubar o fundamento do edifício espiritual. Logo, o desespero não é o maior dos pecados. Objeção 2: Ademais, um mal maior opõe-se a um bem maior, como o Filósofo afirma (Ética, VIII, 10). Ora, a caridade é maior que a esperança, segundo 1 Cor 13,13. Portanto, o ódio de Deus é pecado maior que o desespero. Objeção 3: Ademais, no pecado do desespero não há senão a desordenada aversão de Deus; ao passo que nos outros pecados não há apenas a desordenada aversão de Deus, mas também uma desordenada conversão. Logo, o pecado do desespero não é mais, mas menos grave que os outros pecados. Ao contrário, um pecado…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a caridade não é uma virtude especial. Porque Jerônimo diz: “Permita-me definir brevemente toda virtude como a caridade pela qual amamos a Deus” [*A referência deveria ser a Agostinho, Ep. clxvii]; e Agostinho diz (De Moribus Eccl. xv) [*De Civ. Dei xv, 22] que “a virtude é a ordem do amor”. Ora, nenhuma virtude especial está incluída na definição de virtude em geral. Logo, a caridade não é uma virtude especial. Objeção 2: Além disso, aquilo que se estende a todas as obras de virtude não pode ser uma virtude especial. Mas a caridade se estende a todas as obras de virtude, segundo 1 Cor 13,4: “A caridade é paciente, é benigna”, etc.; de fato, estende-se a todas as ações humanas, segundo 1 Cor 16,14: “Todas as vossas coisas sejam feitas em caridade”. Portanto, a carida…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a caridade não é a mais excelente das virtudes. Porque a potência mais elevada tem a virtude mais elevada, assim como tem uma operação mais elevada. Ora, o intelecto é mais elevado que a vontade, pois dirige a vontade. Logo, a fé, que está no intelecto, é mais excelente que a caridade, que está na vontade. Objeção 2: Além disso, aquilo pelo qual outro obra parece ser o menos excelente dos dois, assim como o servo, por quem o senhor obra, é inferior ao seu senhor. Ora, “a fé obra pela caridade”, segundo Gl 5,6. Portanto, a fé é mais excelente que a caridade. Objeção 3: Além disso, aquilo que é por acréscimo a outro parece ser o mais perfeito dos dois. Ora, a esperança parece ser algo acrescentado à caridade: porque o objeto da caridade é o bem, enquanto o objeto da e…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a fé, a esperança e a caridade não são convenientemente enumeradas como três virtudes teologais. Pois as virtudes teologais estão para a felicidade divina como a inclinação natural está para o fim conatural. Ora, entre as virtudes ordenadas ao fim conatural há apenas uma virtude natural, a saber, o entendimento dos princípios. Logo, deveria haver apenas uma virtude teologal. Objeção 2: Ademais, as virtudes teologais são mais perfeitas que as virtudes intelectuais e morais. Ora, a fé não é contada entre as virtudes intelectuais, mas é algo menos que uma virtude, pois é conhecimento imperfeito. Da mesma forma, a esperança não é contada entre as virtudes morais, mas é algo menos que uma virtude, pois é uma paixão. Muito menos, portanto, deveriam ser contadas como virtud…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1.** Pareceria que a ordem das virtudes teologais não é que a fé preceda a esperança, e a esperança a caridade. Porque a raiz precede aquilo que dela nasce. Ora, a caridade é a raiz de todas as virtudes, segundo Efésios 3,17: «Enraizados e fundados na caridade.» Logo, a caridade precede as outras. **Objeção 2.** Além disso, Agostinho diz (De Doctrina Christiana, I): «O homem não pode amar aquilo que não crê existir. Mas se crê e ama, pelo bom obrar termina por esperar.» Portanto, parece que a fé precede a caridade, e a caridade, a esperança. **Objeção 3.** Ademais, o amor é o princípio de todas as nossas emoções, como foi dito acima (A[2], ad 3). Ora, a esperança é uma espécie de emoção, pois é uma paixão, conforme se disse acima (Q[25], A[2]). Logo, a caridade, que é amor, pre…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a caridade não é a maior das virtudes teologais. Porque, estando a fé no intelecto, enquanto a esperança e a caridade estão na potência apetitiva, parece que a fé se compara à esperança e à caridade como a virtude intelectual à virtude moral. Ora, a virtude intelectual é maior que a virtude moral, como se tornou evidente acima (Q[62], A[3]). Logo, a fé é maior que a esperança e a caridade. **Objeção 2:** Além disso, quando duas coisas são somadas, o resultado é maior do que qualquer uma delas. Ora, a esperança resulta de algo acrescentado à caridade; pois pressupõe o amor, como diz Agostinho (Enquirídio viii), e acrescenta um certo movimento de estender-se adiante para o amado. Logo, a esperança é maior que a caridade. **Objeção 3:** Além disso, a causa é mais n…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a gravidade dos pecados não varia segundo a excelência das virtudes a que são opostos, de modo que, a saber, o pecado mais grave se opõe à virtude maior. Pois, segundo Provérbios 15,5: "Em abundante justiça há a maior força." Ora, como o Senhor diz (Mateus 5,20 ss.), a abundante justiça refreia a ira, que é pecado menos grave que o homicídio, o qual a justiça menos abundante refreia. Logo, o pecado menos grave é oposto à virtude maior. Objeção 2: Ademais, está dito na Ética, liv. II, cap. 3, que "a virtude versa sobre o difícil e o bom"; donde parece seguir-se que a virtude maior versa sobre o que é mais difícil. Ora, é pecado menos grave falhar no que é mais difícil do que no que é menos difícil. Logo, o pecado menos grave é oposto à virtude maior. Objeção 3: Adema…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que, na beatitude, o deleite precede a visão. Pois “o deleite é a perfeição da operação” (Ética, X, 4). Ora, a perfeição precede a coisa perfeita. Logo, o deleite precede a operação do intelecto, i.e., a visão. **Objeção 2:** Ademais, aquilo por cuja razão uma coisa é desejável é ainda mais desejável. Ora, as operações são desejadas por causa do deleite que proporcionam; por isso a natureza ajustou o deleite àquelas operações que são necessárias para a conservação do indivíduo e da espécie, a fim de que os animais não descuidassem de tais operações. Logo, na beatitude, o deleite precede a operação do intelecto, que é a visão. **Objeção 3:** Ademais, a visão corresponde à fé; o deleite ou gozo corresponde à caridade. Ora, a caridade precede a fé, como diz o Apóstolo…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1.** Parece que não se enumeram acertadamente a fé, a esperança e a caridade como três virtudes teologais. Com efeito, as virtudes teologais estão para a bem-aventurança divina assim como a inclinação natural está para o fim conatural. Ora, entre as virtudes ordenadas ao fim conatural há apenas uma virtude natural, a saber, o intelecto dos princípios. Logo, deveria haver apenas uma virtude teologal. **Objeção 2.** Ademais, as virtudes teologais são mais perfeitas que as virtudes intelectuais e morais. Ora, a fé não é contada entre as virtudes intelectuais, mas é algo inferior a uma virtude, por ser um conhecimento imperfeito. Do mesmo modo, a esperança não é contada entre as virtudes morais, mas é algo inferior a uma virtude, por ser uma paixão. Muito menos, portanto, devem ser…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a ordem das virtudes teologais não é que a fé precede a esperança, e a esperança a caridade. Porque a raiz precede aquilo que dela nasce. Ora, a caridade é a raiz de todas as virtudes, segundo Efésios 3,17: "Enraizados e fundados na caridade". Logo, a caridade precede as outras. Objeção 2: Ademais, Agostinho diz (De Doctr. Christ. i): "O homem não pode amar o que não crê existir. Mas se crê e ama, por boas obras acaba na esperança." Logo, parece que a fé precede a caridade, e a caridade a esperança. Objeção 3: Ademais, o amor é o princípio de todas as nossas emoções, como foi dito acima (A[2], ad 3). Ora, a esperança é uma espécie de emoção, pois é uma paixão, como foi dito acima (Q[25], A[2]). Logo, a caridade, que é amor, precede a esperança. Em contrário, o Após…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1. Parece que a caridade não é a maior das virtudes teologais. Porque, estando a fé no intelecto, enquanto a esperança e a caridade estão na potência apetitiva, parece que a fé se compara à esperança e à caridade como a virtude intelectual à moral. Ora, a virtude intelectual é maior que a moral, como se demonstrou acima (Q[62], A[3]). Logo, a fé é maior que a esperança e a caridade. Objeção 2. Além disso, quando duas coisas se somam, o resultado é maior que cada uma delas. Ora, a esperança resulta de algo acrescentado à caridade; pois pressupõe o amor, como diz Agostinho (Enchiridion viii), e acrescenta um certo movimento de estender-se para o amado. Logo, a esperança é maior que a caridade. Objeção 3. Além disso, a causa é mais nobre que o seu efeito. Ora, a fé e a esperança são…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a gravidade dos pecados não varia segundo a excelência das virtudes a que se opõem, de modo que, a saber, o pecado mais grave se opõe à virtude maior. Pois, segundo Provérbios 15,5: «Na justiça abundante há a maior força.» Ora, como diz Nosso Senhor (Mat. 5,20 e segs.), a justiça abundante refreia a ira, que é pecado menos grave que o homicídio, que a justiça menos abundante refreia. Portanto, o pecado menos grave se opõe à maior virtude. Objeção 2: Ademais, diz-se na Ética ii, 3 que «a virtude se ocupa do difícil e do bem»: donde parece seguir-se que a maior virtude se ocupa do que é mais difícil. Mas é pecado menos grave falhar no que é mais difícil do que no que é menos difícil. Logo, o pecado menos grave se opõe à maior virtude. Objeção 3: Ademais, a caridade é…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

64. Bom é, aqui, recordar os olhos da mente àquele ladrão, que das fauces do diabo subiu à Cruz e da Cruz montou ao Paraíso. Contemplemos como veio ele ao madeiro da Cruz, como partiu da Cruz. Veio preso pelo sangue de seu irmão, veio ensanguentado, mas pela graça interior foi transformado na Cruz; e aquele que infligira a morte a um irmão, do Senhor que morria proclamou a vida, dizendo: Senhor, lembra-Te de mim, quando entrares no Teu Reino. [Lucas 23, 42] Na Cruz os cravos haviam ligado suas mãos e pés, e nada restava nele que o castigo deixasse livre, senão a língua e o coração. Mas, inspirando-o Deus, ofereceu-Lhe tudo o que encontrava livre em si mesmo, para que, segundo o que está escrito, com o coração cresse para a justiça, e com a boca fizesse confissão para a salvação. [Rom. 10,…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 64 · c. 540–604

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