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1Cor 14, 38

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Matos Soares

38Se algum, porém, o ignora, é ignorado por Deus.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a ignorância não causa involuntariedade. Pois "o ato involuntário merece perdão", como diz Damasceno (De Fide Orth. ii, 24). Ora, algumas vezes o que se faz por ignorância não merece perdão, segundo 1 Cor 14,38: "Se alguém ignora, será ignorado". Logo, a ignorância não causa involuntariedade. **Objeção 2:** Ademais, todo pecado implica ignorância, conforme Prov 14,22: "Erram os que obram o mal". Se, portanto, a ignorância causa involuntariedade, seguir-se-ia que todo pecado é involuntário; o que se opõe ao dito de Agostinho, de que "todo pecado é voluntário" (De Vera Relig. xiv). **Objeção 3:** Além disso, "a involuntariedade não se dá sem tristeza", como diz Damasceno (De Fide Orth. ii, 24). Ora, algumas coisas são feitas por ignorância, mas sem tristeza: por e…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 8 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objecção 1: Parece que a ignorância não é pecado. Pois o pecado é "palavra, obra ou desejo contrário à lei de Deus", como se disse acima (Q. 71, A. 5). Ora, a ignorância não denota um ato, interno ou externo. Logo, a ignorância não é pecado. Objecção 2: Ademais, o pecado é mais diretamente oposto à graça do que ao conhecimento. Ora, a privação da graça não é pecado, mas uma pena resultante do pecado. Logo, a ignorância, que é privação do conhecimento, não é pecado. Objecção 3: Ademais, se a ignorância é um pecado, isso só pode ser na medida em que é voluntária. Mas se a ignorância é um pecado, por ser voluntária, parece que o pecado consistirá no próprio ato da vontade, mais do que na ignorância. Portanto, a ignorância não será um pecado, mas antes um resultado do pecado. Objecção 4: Ad…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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