Referência

1Cor 15, 10

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Autores distintos

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Matos Soares

10Mas, pela graça de Deus, sou o que sou, e a sua graça, que está em mim, não foi vã, antes tenho trabalhado mais que todos eles; não eu, porém, mas a graça de Deus, que está comigo.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que na alma assumida pelo Verbo não houve graça habitual. Porque a graça é uma certa participação da Divindade pela criatura racional, conforme 2 Ped. 1,4: “Por Ele nos deu grandes e preciosas promessas, para que por elas vos torneis participantes da Natureza Divina.” Ora, Cristo é Deus não por participação, mas em verdade. Logo, não houve n’Ele graça habitual. **Objeção 2:** Ademais, a graça é necessária ao homem para que opere bem, conforme 1 Cor. 15,10: “Trabalhei mais abundantemente que todos eles; porém não eu, mas a graça de Deus comigo”; e para que alcance a vida eterna, conforme Rom. 6,23: “A graça de Deus (é) a vida eterna.” Ora, a herança da vida eterna era devida a Cristo pelo simples fato de ser Ele o Filho natural de Deus; e pelo fato de ser o Verbo, por…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objecção 1: Parece que a graça santificante não é conferida neste sacramento. Porque a graça santificante é ordenada contra o pecado. Ora, este sacramento, como se disse acima (A[6]), é dado somente aos batizados, que estão purificados do pecado. Logo, a graça santificante não é conferida neste sacramento. Objecção 2: Ademais, os pecadores necessitam sobretudo da graça santificante, pela qual só podem ser justificados. Se, portanto, a graça santificante é conferida neste sacramento, parece que deveria ser dada àqueles que estão em pecado. E todavia isto não é verdade. Objecção 3: Ademais, só pode haver uma espécie de graça santificante, pois ela é ordenada a um único efeito. Ora, duas formas da mesma espécie não podem estar no mesmo sujeito. Logo, como o homem recebe a graça santificante…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 7 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

Esta mesma sentença, se agora é proferida acerca da recompensa do reino dos céus, é apoiada pela verdade; pois, enquanto está escrito acerca de Deus: Que retribuirá a cada um segundo as suas obras [Romanos 2, 6], no Último Julgamento a justiça do Juiz Eterno salva aquele homem a quem aqui a Sua misericórdia liberta das obras impuras. Mas se um homem é suposto, neste sentido, ser aqui salvo pela pureza das suas próprias mãos, de modo que pelas suas próprias forças se torne inocente, certamente é um erro; porque, se a graça do alto não o prevenir quando falho, certamente nunca encontrará ninguém sem culpa para recompensar sem falta. Donde é dito pela voz verdadeira de Moisés: E nenhum homem por si mesmo é inocente diante de Ti [Êxodo 34, 7]. E assim a piedade celeste primeiro opera algo em n…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 30 · c. 540–604

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São Gregório Magno

63. Aprendera que «não há preço» para esta Sabedoria aquele que disse: Quem primeiro Lhe deu, e isso lhe será recompensado? [Rom. 11, 35]. Donde também está escrito: Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. [Efés. 2, 8] Não por obras, para que ninguém se glorie. Donde, a respeito de si mesmo, diz ainda: Pela graça de Deus sou o que sou. [1 Cor. 15, 10] E, como pela inspiração desta mesma graça, as práticas das partes da virtude são simultaneamente geradas no coração, de modo que também do livre-arbítrio proceda a conduta, à qual, depois desta vida, o Eterno Recompensador deverá corresponder, logo acrescentou: E a Sua graça, que foi concedida a mim, não foi vã. Mas há aqueles que se exultam por estarem em são estado por suas próprias forças e se o…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 63 · c. 540–604

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São Gregório Magno

52. *Compreendi, disse eu*. Pois a seara da Santa Igreja não é inapropriadamente tomada como sendo as almas perfeitas que, retiradas dos seus corpos, como searas maduras cortadas do campo, são transportadas para os celeiros celestiais; as quais, porque isto se dá não pelo nosso próprio poder, mas pela graça celestial que o concede, ele diz bem: *E o orvalho permanecerá na minha seara*. Porque o orvalho cai do alto, mas a seara é colhida de baixo. E assim ‘o orvalho permanece na seara’, porque a graça vinda do alto faz com que sejamos pessoas aptas a ser colhidas do mundo inferior. Pois, por essa mesma graça que nos rega do alto, produzimos o fruto da boa prática. Donde também com razão é dito por Paulo: *Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não foi vã*…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 52 · c. 540–604

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