Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que a estultícia não é pecado. Pois nenhum pecado surge em nós da natureza. Mas alguns são estultos por natureza. Logo, a estultícia não é pecado. Objeção 2: Ademais, "Todo pecado é voluntário", segundo Agostinho (De Vera Relig. xiv). Ora, a estultícia não é voluntária. Logo, não é pecado. Objeção 3: Ademais, todo pecado é contrário a um preceito divino. Ora, a estultícia não é contrária a nenhum preceito. Logo, a estultícia não é pecado. Em contrário, está escrito (Pr 1,32): "A prosperidade dos estultos os destruirá." Ora, ninguém é destruído senão por causa do pecado. Logo, a estultícia é pecado. Respondo que, a estultícia, como foi dito acima (A[1]), denota obtusidade do sentido no julgar, e principalmente quanto à causa altíssima, que é o fim último e o sumo bem.…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274
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