Referência

1Cor 2, 6

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Trechos nesta página

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Comentários diretos

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Autores distintos

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Matos Soares

6Não obstante, é a sabedoria que nós pregamos entre os perfeitos; não, porém, uma sabedoria deste século, nem dos príncipes deste século, que são destruídos,

Matos Soares · domínio público

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Comentário direto

1

Trechos em que os Padres comentam diretamente esta passagem ou o seu contexto imediato.

São João Crisóstomo

Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos, porém uma sabedoria não deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se desfazem; mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, a sabedoria oculta, a qual Deus predestinou antes dos séculos para nossa glória. As trevas parecem ser mais convenientes do que a luz para aqueles que têm enferma a vista; por isso se recolhem de preferência a algum quarto inteiramente sombreado. O mesmo acontece com a sabedoria que é espiritual. Assim como a sabedoria que é de Deus parecia loucura aos de fora, assim a sua própria sabedoria, sendo na verdade loucura, era por eles tida por sabedoria. O resultado foi como se um homem perito em navegação prometesse que, sem navio nem velas, atravessaria um mar sem limites, e então procurasse provar por raciocínios que…

São João Crisóstomo · Homilies on First Corinthians · Homily VII · c. 347–407

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Orígenes

O lavrador que habita no Monte das Oliveiras é o Verbo de Deus confirmado na Igreja, isto é, Cristo, que sempre enxerta os ramos da oliveira brava na boa oliveira dos Padres. Aqueles que têm confiança diante de Cristo buscam aprender o sinal da vinda de Cristo e da consumação deste mundo. E a vinda do Verbo à alma é de duas maneiras. A primeira é aquela pregação insensata acerca de Cristo, quando pregamos que Cristo nasceu e foi crucificado; a segunda é a sua vinda nos homens perfeitos, acerca da qual se diz: «Falamos sabedoria entre os perfeitos»; e a esta segunda vinda se acrescenta o fim do mundo no homem perfeito, para quem o mundo está crucificado.

Orígenes · c. 184–253

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a trindade das pessoas divinas pode ser conhecida pela razão natural. Pois os filósofos chegaram ao conhecimento de Deus não de outro modo senão pela razão natural. Ora, vemos que eles disseram muitas coisas acerca da trindade das pessoas, pois Aristóteles diz (De Coelo et Mundo i, 2): "Por este número" — a saber, três — "nós nos levamos a reconhecer a grandeza do único Deus, que excede todas as coisas criadas." E Agostinho diz (Confissões vii, 9): "Li em suas obras, não com estas mesmas palavras, mas confirmado por muitas e várias razões, que no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus", e assim por diante; passagem na qual se estabelece a distinção das pessoas. Lemos, além disso, numa glosa sobre Rom. 1 e Ex. 8 que os mágicos de Faraó fal…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que Cristo não devia ter ensinado todas as coisas abertamente. Pois lemos que ensinou muitas coisas a seus discípulos em particular, como se vê claramente no sermão da Ceia. Donde disse: «O que ouvistes ao ouvido nos aposentos, pregar-se-á sobre os telhados». Logo, não ensinou todas as coisas abertamente. **Objeção 2:** Além disso, as profundezas da sabedoria não devem ser expostas senão aos perfeitos, segundo 1 Cor 2,6: «Falamos sabedoria entre os perfeitos». Ora, a doutrina de Cristo continha a mais profunda sabedoria. Logo, não devia ser manifestada à multidão imperfeita. **Objeção 3:** Ademais, vem a dar no mesmo ocultar a verdade, quer nada se diga, quer se use uma linguagem difícil de entender. Ora, Cristo, falando às multidões uma linguagem que não entendiam,…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a sabedoria não está em todos os que têm graça. Pois é mais possuir sabedoria do que ouvir a sabedoria. Ora, ouvir a sabedoria é próprio dos perfeitos, segundo 1 Cor. 2,6: “Falamos sabedoria entre os perfeitos”. Logo, nem todos os que têm graça são perfeitos; por conseguinte, muito menos todos os que têm graça possuem sabedoria. Objeção 2: Ademais, “O sábio ordena as coisas”, como diz o Filósofo (Metaf. I, 2), e está escrito (Tiago 3,17) que o sábio “julga sem dissimulação” [Vulg.: “A sabedoria que vem do alto… é… sem julgar, sem dissimulação”]. Ora, não é próprio de todos os que têm graça julgar ou ordenar os outros, mas somente daqueles que estão em autoridade. Portanto, a sabedoria não está em todos os que têm graça. Objeção 3: Ademais, “A sabedoria é um remédio…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

48. Mas deve-se observar particularmente que estas cervas se curvam para dar à luz; sem dúvida, porque não teriam força para dar à luz, se estivessem eretas. Pois, a menos que os santos pregadores descessem daquela imensidão de contemplação interior que abraçam, curvando-se, por assim dizer, à nossa enfermidade, na humildíssima pregação, nunca certamente gerariam filhos na fé. Porque não nos poderiam beneficiar, se permanecessem na retidão da sua própria altura. Mas vejamos a cerva curvando-se para dar à luz. Diz: *Não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais; como a meninos em Cristo vos dei leite, e não manjar sólido* [1Cor 3,1-2]. E logo menciona as causas desta curvatura: *Porque ainda não éreis capazes, nem ainda agora sois* [ibid.]. Mas esta cerva, que se curvou por noss…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 48 · c. 540–604

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