Referência

1Cor 3, 19

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Comentários diretos

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Autores distintos

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Matos Soares

19Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus, pois está escrito: Eu apanharei os sábios na sua própria astúcia (Job. 5, 13).

Matos Soares · domínio público

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Comentário direto

1

Trechos em que os Padres comentam diretamente esta passagem ou o seu contexto imediato.

São João Crisóstomo

Homília X. 1 Cor. iii. 18, 19 Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém (omitido *entre vós*) julga que é sábio neste mundo, faça-se louco, para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus. Como já disse antes, tendo eu lançado, antes do tempo devido, a acusação contra o fornicador, e aberto obscuramente a questão em breves palavras, e feito tremer a consciência daquele homem, torno a apressar-me à batalha contra a sabedoria gentílica, e às acusações contra os que se ensoberbeciam com ela e dividiam a Igreja; a fim de que, acrescentando o que restava e completando com exatidão toda a matéria, pudesse dali em diante deixar a língua arrebatar-se com ímpeto veemente contra o impuro, havendo tido apenas uma escaramuça preliminar com ele no que antes dissera. Porqu…

São João Crisóstomo · Homilies on First Corinthians · Homily X · c. 347–407

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Gregório Magno

62. «Que não pecou, nem atribuiu a Deus coisa insensata», Pedro, como dissemos acima, d’Ele testifica em termos claros, dizendo: «O qual não cometeu pecado, nem na Sua boca se achou dolo.» Porque o dolo na boca é tanto mais insensata loucura para com Deus, quanto mais aos olhos dos homens passa por sabedoria astuciosa, como testemunha Paulo, dizendo: «A sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus.» Porquanto, pois, não houve dolo na Sua boca, verdadeiramente nada disse insensatamente. Os Sacerdotes e os Príncipes acreditavam que Ele atribuía a Deus coisa insensata, quando, sendo interrogado no tempo da Sua Paixão, testificou que era o Filho de Deus. E daí perguntam, dizendo: «Que necessidade temos já de testemunhas? Eis que agora ouvimos a Sua blasfémia.» Mas Ele não atribuiu a Deus coi…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 62 · c. 540–604

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a estultícia não é contrária à sabedoria. Pois a insipiência, ao que parece, opõe-se diretamente à sabedoria. Mas a estultícia não parece ser o mesmo que a insipiência, porque esta última, segundo parece, diz respeito somente às coisas divinas, ao passo que a estultícia se refere tanto às coisas divinas como às humanas. Logo, a estultícia não é contrária à sabedoria. **Objeção 2:** Ademais, um contrário não é o caminho para se chegar ao outro. Ora, a estultícia é o caminho para se chegar à sabedoria, pois está escrito (1 Cor 3,18): “Se alguém entre vós parece ser sábio neste mundo, faça-se **néscio** para ser sábio.” Logo, a estultícia não se opõe à sabedoria. **Objeção 3:** Ademais, um contrário não é causa do outro. Ora, a sabedoria é causa da estultícia, pois…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a estultícia não é filha da luxúria. Pois Gregório (Moral. xxxi, 45) enumera as filhas da luxúria, entre as quais, contudo, não faz menção da estultícia. Logo, a estultícia não procede da luxúria. Objeção 2: Ademais, o Apóstolo diz (1 Cor 3,19): "A sabedoria deste mundo é estultícia diante de Deus." Ora, segundo Gregório (Moral. x, 29), "a sabedoria deste mundo consiste em cobrir o coração com enganos astuciosos"; e isto cheira a duplicidade. Logo, a estultícia é filha da duplicidade antes que da luxúria. Objeção 3: Ademais, a ira especialmente é causa de furor e de loucura em algumas pessoas; e isto pertence à estultícia. Logo, a estultícia nasce da ira antes que da luxúria. Em contrário, está escrito (Pr 7,22): "Imediatamente a segue", isto é, a meretriz, "não sa…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

27. Porém vejo que devemos inquirir por que razão Paulo usa dos seus sentimentos com tanto peso de autoridade, se esses sentimentos deles são anulados pela repreensão do Senhor? Pois são palavras de Elifaz que ele trouxe aos Coríntios, dizendo: Porque está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia. [1 Cor 3,19; Jó 5,13] Como então rejeitamos como mau o que Paulo estabelece com autoridade? Ou como consideraremos reto pelo testemunho de Paulo o que o Senhor por seus próprios lábios determinou não ser reto? Mas aprendemos depressa quão pouco discordam entre si, se considerarmos mais exatamente as palavras da mesma sentença divina, que, tendo declarado: Não falastes de mim o que é reto, acrescentou logo: como o meu servo Jó. Fica claro, pois, que algumas coisas contidas em suas fala…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 27 · c. 540–604

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São Gregório Magno

36. Muitas vezes, quando os justos são afligidos com quaisquer males, são forçados a confessar as suas obras, como fizera o bem-aventurado Jó, que, após uma vida justa, foi oprimido pelos golpes da vara; mas quando os injustos ouvem as suas palavras, pensam que elas são proferidas mais por exaltação própria do que em verdade. Porque pesam as palavras dos justos segundo os seus próprios sentimentos e não pensam que boas palavras possam ser ditas com espírito humilde. Pois, assim como é grande pecado um homem atribuir a si o que não existe, assim também não é pecado algum, comumente, se ele fala com humildade do bem que existe. Donde acontece muitas vezes que os justos e os injustos têm palavras semelhantes, mas sempre um coração grandemente diferente, e as mesmas palavras pelas quais o Senh…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 36 · c. 540–604

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São Gregório Magno

42. Mas, pelo contrário, são «insensatos e vis» aqueles que, enquanto, seguindo a si mesmos, fogem da sabedoria do Alto, adormecem na sua ignorância como na vileza de um abjecto nascimento. Pois, na medida em que não entendem aquilo para que foram feitos, na mesma medida perdem o parentesco de alta linhagem concedido então na Semelhança. Assim, são «insensatos e vis» aqueles a quem a escravidão da alma retém da comunhão da Herança Eterna. Como está escrito: *Todo aquele que comete pecado é servo do pecado* (Jo 8,34). E é dito pela voz do grande pregador: *Porque a sabedoria deste mundo é insensatez diante de Deus* (1Cor 3,19). Aqueles, pois, que, enquanto foram sábios nas coisas terrenas, foram retidos da nobreza interior, eram ao mesmo tempo «insensatos e vis». Cujas acções muitos imitand…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 42 · c. 540–604

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