Santo Tomás de Aquino
**Objeção 1:** Parece que a ação humana de Cristo não pôde ser-lhe meritória. Porque, antes de sua morte, Cristo era compreensor, assim como agora o é. Ora, os compreensores não merecem, pois a caridade do compreensor pertence ao prêmio da beatitude, já que a fruição dela depende. Logo, não parece ser princípio de mérito, visto que mérito e prêmio não são a mesma coisa. Portanto, Cristo, antes de sua paixão, não mereceu, assim como agora não merece. **Objeção 2:** Ademais, ninguém merece aquilo que lhe é devido. Mas, porque Cristo é Filho de Deus por natureza, a herança eterna lhe é devida, a qual os outros homens merecem por suas obras. E, por conseguinte, Cristo, que desde o princípio era o Verbo de Deus, nada pôde merecer para si mesmo. **Objeção 3:** Ademais, aquele que possui o prin…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274
tradução automática