Referência

1Cor 7, 34

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Matos Soares

34Igualmente a mulher solteira e a virgem cuidam das coisas que são do Senhor, para serem santas de corpo e de espírito. Mas a que é casada cuida das coisas que são do mundo, de como agradará ao marido.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que é possível ser dispensado de um voto solene de continência. Como se afirmou acima, uma das razões para conceder dispensa de um voto é se ele for um obstáculo a um bem maior. Ora, um voto de continência, ainda que solene, pode ser um obstáculo a um bem maior, pois o bem comum é mais semelhante a Deus do que o bem de um indivíduo. Ora, a continência de um homem pode ser um obstáculo ao bem de toda a comunidade, por exemplo, no caso em que, se certas pessoas que fizeram voto de continência se casassem, a paz do seu país poderia ser obtida. Portanto, parece que é possível ser dispensado até mesmo de um voto solene de continência. **Objeção 2:** Ademais, a religião é uma virtude mais excelente que a castidade. Ora, se um homem faz voto de um ato de religião, por exemp…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 11 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a virgindade é ilícita. Porque tudo o que é contrário a um preceito da lei natural é ilícito. Ora, assim como as palavras de Gn 2,16: «De toda a árvore que está no paraíso, comerás» indicam um preceito da lei natural, no que concerne à conservação do indivíduo, assim também as palavras de Gn 1,28: «Crescei e multiplicai-vos, e enchei a terra» exprimem um preceito da lei natural, no que concerne à conservação da espécie. Logo, assim como seria pecado abster-se de todo alimento, porque isso seria obrar contra o bem do indivíduo, assim também é pecado abster-se totalmente do ato de procriação, porque isso é obrar contra o bem da espécie. Objeção 2: Ademais, tudo o que se desvia do meio-termo da virtude é aparentemente pecaminoso. Ora, a virgindade desvia-se do meio-term…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a virgindade não é mais excelente que o matrimônio. Pois Agostinho diz (Do Bem do Matrimônio, XXI): «A continência foi igualmente meritória em João, que permaneceu solteiro, e em Abraão, que gerou filhos». Ora, uma virtude maior tem maior mérito. Logo, a virgindade não é maior virtude que a castidade conjugal. Objeção 2: Demais, o louvor dado a um homem virtuoso depende da sua virtude. Se, pois, a virgindade fosse preferível à continência conjugal, pareceria que toda virgem deve ser mais louvada que qualquer mulher casada. O que é falso. Portanto, a virgindade não é preferível ao matrimônio. Objeção 3: Demais, o bem comum tem precedência sobre o bem particular, segundo o Filósofo (Ética, I, 2). Ora, o matrimônio se ordena ao bem comum: porque Agostinho diz (Do Bem d…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o adorno das mulheres não está isento de pecado mortal. Pois tudo o que é contrário a um preceito da lei divina é pecado mortal. Ora, o adorno das mulheres é contrário a um preceito da lei divina; porque está escrito (1 Ped. 3:3): «Cujo adorno, isto é, das mulheres, não seja o exterior entrançado dos cabelos, ou o uso do ouro, ou o trajar de vestidos». Donde uma glosa de Cipriano diz: «Aqueles que se vestem de seda e púrpura não podem sinceramente revestir-se de Cristo; aqueles que se enfeitam com ouro e pérolas e jóias perderam os adornos da mente e do corpo». Ora, isto não se faz sem pecado mortal. Logo, o adorno das mulheres não pode estar isento de pecado mortal. **Objeção 2:** Ademais, Cipriano diz (De Habit. Virg.): «Opino que não somente as virgens e viúva…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Parece que a continência perpétua não é exigida para a perfeição religiosa. Porque toda a perfeição da vida cristã começou com os apóstolos de Cristo. Ora, os apóstolos não parecem ter observado a continência, como se vê em Pedro, de cuja sogra lemos Mt 8,14. Logo, parece que a continência perpétua não é necessária para a perfeição religiosa. Além disso, o primeiro exemplo de perfeição nos é mostrado na pessoa de Abraão, a quem o Senhor disse (Gn 17,1): «Anda diante de Mim e sê perfeito.» Ora, a cópia não deve superar o exemplo. Logo, a continência perpétua não é necessária para a perfeição religiosa. Além disso, o que é exigido para a perfeição religiosa deve encontrar-se em toda ordem religiosa. Ora, há alguns religiosos que vivem em estado de matrimônio. Logo, a perfeição religiosa nã…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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