Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que a incredulidade não está no intelecto como seu sujeito. Pois todo pecado está na vontade, segundo Agostinho (De Duabus Anim. x, xi). Ora, a incredulidade é um pecado, como se disse acima (A[1]). Portanto, a incredulidade reside na vontade e não no intelecto. Objeção 2: Além disso, a incredulidade é pecaminosa por desprezo da pregação da fé. Mas o desprezo pertence à vontade. Logo, a incredulidade está na vontade. Objeção 3: Além disso, uma glosa [*Agostinho, Enquirídio lx.] sobre 2 Cor 11,14: "Satanás se transfigura em anjo de luz", diz que se "um anjo mau fingir ser um anjo bom, e for tido por anjo bom, não é um erro perigoso ou nocivo, se ele faz ou diz o que convém a um anjo bom". Isto parece ser devido à retidão da vontade do homem que adere ao anjo, pois sua in…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274
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