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2Cor 2, 10

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Autores distintos

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Matos Soares

10Ora, ao que perdoastes também eu perdoo; pois eu, também, o que perdoei, se alguma coisa tive a perdoar, foi por amor de vós com os olhos em Cristo,

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que não é próprio de Cristo ser Cabeça da Igreja. Pois está escrito (1 Reis 15,17): "Quando eras pequeno aos teus olhos, não foste feito cabeça das tribos de Israel?" Ora, há uma só Igreja no Novo e no Velho Testamento. Logo, parece que igualmente qualquer outro homem que não Cristo poderia ser cabeça da Igreja. **Objeção 2:** Além disso, Cristo é chamado Cabeça da Igreja por conferir graça aos membros da Igreja. Mas também a outros pertence conceder graça a outros, conforme Efésios 4,29: "Não saia da vossa boca nenhuma palavra má, mas sim a que for boa para a edificação da fé, a fim de que ministre graça aos que a ouvem." Logo, parece que também a outros que não Cristo pertence ser cabeça da Igreja. **Objeção 3:** Além disso, Cristo, por governar a Igreja, não é ch…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o efeito do sacerdócio de Cristo pertencia não somente a outros, mas também a Si mesmo. Porque pertence ao ofício do sacerdote orar pelo povo, segundo II Macabeus 1,23: «Os sacerdotes faziam oração enquanto o sacrifício se consumia.» Ora, Cristo orou não somente por outros, mas também por Si mesmo, como dissemos acima (Q. 21, A. 3), e como está expressamente declarado (Hebreus 5,7): «Nos dias da sua carne, com forte clamor e lágrimas ofereceu [Vulg.: ‘oferecendo’] orações e súplicas Àquele que o podia salvar da morte.» Logo, o sacerdócio de Cristo teve efeito não somente em outros, mas também em Si mesmo. Objeção 2: Ademais, na sua paixão Cristo ofereceu-Se a Si mesmo como sacrifício. Mas pela sua paixão mereceu, não somente para outros, mas também para Si mesmo, com…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que os sacramentos não foram instituídos só por Deus. Porque aquelas coisas que Deus instituiu nos são transmitidas na Sagrada Escritura. Ora, nos sacramentos fazem-se certas coisas que em parte nenhuma da Sagrada Escritura se mencionam; por exemplo, o crisma com que se confirma os homens, o óleo com que se ungem os sacerdotes, e muitas outras, tanto palavras como ações, que empregamos nos sacramentos. Logo, os sacramentos não foram instituídos só por Deus. Objeção 2: Além disso, o sacramento é uma espécie de sinal. Ora, as coisas sensíveis têm sua própria significação natural. Nem se pode dizer que Deus se compraz em certas significações e noutras não; porque Ele aprova tudo quanto fez. Demais, parece ser próprio dos demônios serem atraídos por meio de sinais; pois Agos…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a autoridade de um prelado não é necessária para a comutação ou dispensa de um voto. Alguém pode entrar em religião sem a autoridade de um prelado superior. Ora, entrando em religião, é absolvido dos votos que fez no século, até mesmo do voto de peregrinação à Terra Santa [*Cap. Scripturae, de Voto et Voti redempt.]. Logo, a comutação ou dispensa de um voto é possível sem a autoridade de um prelado superior. Objeção 2: Além disso, dispensar alguém de um voto parece consistir em decidir em que circunstâncias ele não precisa cumprir aquele voto. Mas, se o prelado erra em sua decisão, a pessoa que fez o voto não parece ser absolvida do seu voto, visto que nenhum prelado pode conceder dispensa contrária ao preceito divino de cumprir os votos, como foi dito acima (A[10],…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 12 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que os preceitos do decálogo são dispensáveis. Pois os preceitos do decálogo pertencem à lei natural. Ora, a lei natural falha em alguns casos e é mutável, como a natureza humana, segundo diz o Filósofo (Ética, V, 7). Ora, a falha da lei em aplicar-se a certos casos particulares é razão para dispensa, como foi dito acima (Q. 96, A. 6; Q. 97, A. 4). Logo, pode-se conceder dispensa nos preceitos do decálogo. **Objeção 2:** Além disso, o homem está para a lei humana assim como Deus está para a lei divina. Ora, o homem pode dispensar os preceitos de uma lei feita por homens. Logo, visto que os preceitos do decálogo são ordenados por Deus, parece que Deus pode dispensá-los. Ora, os nossos superiores são vigários de Deus na terra; pois o Apóstolo diz (2 Cor 2,10): "Porque…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 8 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1.** Parece que os preceitos do decálogo são dispensáveis. Pois os preceitos do decálogo pertencem à lei natural. Ora, a lei natural falha em alguns casos e é mutável, como a natureza humana, segundo diz o Filósofo (Ética V, 7). Ora, a falha da lei em aplicar-se a certos casos particulares é razão para dispensa, como foi dito acima (Q. 96, a. 6; Q. 97, a. 4). Logo, pode-se conceder dispensa nos preceitos do decálogo. **Objeção 2.** Ademais, o homem está para a lei humana assim como Deus está para a lei divina. Ora, o homem pode dispensar dos preceitos de uma lei por ele feita. Logo, sendo os preceitos do decálogo ordenados por Deus, parece que Deus pode dispensar deles. Ora, nossos superiores são vigários de Deus na terra; pois diz o Apóstolo (2 Cor 2,10): “Porque o que perdoei,…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 8 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

15. Que mais entendemos por ‘estacas’, isto é, paus (os quais são aguçados na verdade para serem fixados na terra), senão os agudos conselhos dos Santos? E estes perfuram as ventas deste Beemote, enquanto tanto vigiam atentamente de todos os lados as suas engenhosíssimas estratagemas, e as traspassam vencendo-as. Mas pelo nariz se atrai o cheiro, e, aspirando profundamente, se descobre um objecto mesmo quando colocado a alguma distância. Pelas ventas de Beemote se designam, portanto, as suas astutas estratagemas, pelas quais engenhosissimamente se esforça tanto por aprender as secretas boas qualidades do nosso coração, como por dispersá-las com a sua fatal persuasão. O Senhor, portanto, perfura as suas ventas com estacas, porque, penetrando as suas astutas estratagemas pelos agudos sentido…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 15 · c. 540–604

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2Cor 2, 10 nos Padres da Igreja | Aurea