Referência

2Cor 3, 18

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Autores distintos

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Matos Soares

18Todos nós, pois, vendo de cara descoberta como num espelho a glória do Senhor, somos transformados na mesma imagem, de glória em glória, pela ação do Senhor que é Espírito.

Matos Soares · domínio público

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Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Orígenes

Ou assim: A palavra glória é aqui usada num sentido diferente daquele que alguns pagãos lhe atribuem, que definiram a glória como a reunião dos louvores de muitos. É evidente que a glória em tal sentido é coisa diferente daquela mencionada no Êxodo, onde se diz que a glória do Senhor encheu o tabernáculo (Êx 40:34), e que o rosto de Moisés foi glorificado. A glória aqui mencionada é algo visível, uma certa aparição divina no templo e no rosto de Moisés; mas num sentido mais elevado e mais espiritual somos glorificados quando, com o olho do entendimento, penetramos nas coisas de Deus. Pois a mente, quando ascende acima das coisas materiais e vê espiritualmente a Deus, é deificada; e desta glória espiritual, a glória visível no rosto de Moisés é uma figura: porque a sua mente foi deificada p…

Orígenes · Origenes in Ioannem · c. 184–253

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1.** Parece que as testemunhas da transfiguração foram inconvenientemente escolhidas. Porque cada um é melhor testemunha das coisas que conhece. Ora, ao tempo da transfiguração de Cristo, ninguém, senão os anjos, tinha ainda conhecimento experimental da glória futura. Logo, as testemunhas da transfiguração deviam ter sido anjos, e não homens. **Objeção 2.** Demais — Convém à testemunha da verdade a verdade, não a ficção. Ora, Moisés e Elias ali estavam não realmente, mas só em aparência; pois uma glosa sobre Lc 9,30 — "Eram Moisés e Elias" — diz: "Deve observar-se que Moisés e Elias ali não estavam nem em corpo nem em alma"; mas que aqueles corpos foram formados "de alguma matéria disponível. É também crível que isso foi resultado dos ministérios angélicos, mediante os anjos que…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a imagem da Divina Trindade não está na alma apenas pela comparação com Deus como seu objeto. Pois a imagem da Divina Trindade se encontra na alma, como se mostrou acima (A[7]), na medida em que o verbo procede em nós do falante; e o amor de ambos. Mas isto se encontra em nós quanto a qualquer objeto. Portanto, a imagem da Divina Trindade está em nossa mente quanto a qualquer objeto. Objeção 2: Além disso, Agostinho diz (De Trin. xii, 4) que "quando buscamos a trindade na alma, buscamo-la em toda a alma, sem separar o processo da razão nas coisas temporais da consideração das coisas eternas". Logo, a imagem da Trindade se encontra na alma, mesmo quanto aos objetos temporais. Objeção 3: Além disso, é pela graça que podemos conhecer e amar a Deus. Se, portanto, a imag…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 8 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que há várias ações pertencentes à vida contemplativa. Com efeito, Ricardo de São Vítor [*De Grat. Contempl. i, 3,4] distingue entre “contemplação”, “meditação” e “cogitação”. Contudo, todas estas aparentemente pertencem à contemplação. Logo, parece que há várias ações pertencentes à vida contemplativa. Objeção 2: Ademais, diz o Apóstolo (2 Cor 3,18): “Mas nós todos, com o rosto descoberto, contemplando [speculantes] a glória do Senhor, somos transformados na mesma imagem [*Vulg.: ‘na mesma imagem, de glória em glória’]”. Ora, isto pertence à vida contemplativa. Portanto, além das três referidas, a especulação pertence à vida contemplativa. Objeção 3: Ademais, Bernardo diz (De Consid. v, 14) que “a primeira e maior contemplação é a admiração da Majestade”. Ora, segundo…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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