Referência

2Cor 5, 21

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Autores distintos

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Matos Soares

21Aquele que não tinha conhecido pecado, (Deus) o fez pecado por nós, para que nos tornássemos nele justiça de Deus.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que houve pecado em Cristo. Porque está escrito (Sl 21,2): "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Longe da minha salvação estão as palavras dos meus pecados." Ora, estas palavras são ditas na pessoa do próprio Cristo, como se vê por havê-las Ele proferido na cruz. Logo, parece que em Cristo houve pecados. Objeção 2: Além disso, o Apóstolo diz (Rm 5,12) que "em Adão todos pecaram" — a saber, porque todos estavam em Adão por origem. Ora, Cristo também esteve em Adão por origem. Logo, pecou nele. Objeção 3: Demais, o Apóstolo diz (Hb 2,18) que "naquilo em que Ele mesmo sofreu e foi tentado, é poderoso para socorrer também os que são tentados." Ora, sobretudo necessitamos do seu auxílio contra o pecado. Logo, parece que houve pecado n'Ele. Objeção 4: Ademais, está e…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que houve ignorância em Cristo. Pois aquilo que Lhe pertence em Sua natureza humana está verdadeiramente n'Ele, embora não Lhe pertença em Sua natureza divina, como o sofrimento e a morte. Ora, a ignorância pertence a Cristo em Sua natureza humana; pois Damasco diz (De Fide Orth. iii, 21) que "Ele assumiu uma natureza ignorante e escrava". Logo, a ignorância esteve verdadeiramente em Cristo. Objeção 2: Ademais, diz-se que alguém é ignorante por falta de conhecimento. Ora, algum conhecimento faltou a Cristo, pois o Apóstolo diz (2 Cor. 5,21): "Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós". Portanto, houve ignorância em Cristo. Objeção 3: Ademais, está escrito (Is. 8,4): "Porque antes que o menino saiba chamar a seu pai e a sua mãe, a fortaleza de Damasco... será…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que Cristo não devia ter sofrido na cruz. Porque a verdade deve conformar-se à figura. Ora, em todos os sacrifícios do Antigo Testamento que prefiguravam a Cristo, as bestas eram mortas à espada e depois consumidas pelo fogo. Logo, parece que Cristo não devia sofrer na cruz, mas antes pela espada ou pelo fogo. **Objeção 2:** Além disso, Damasceno diz (De Fide Orth. iii) que Cristo não devia assumir "aflições desonrosas". Ora, a morte na cruz era mui desonrosa e ignominiosa; por isso está escrito (Sab. 2,20): "Condenemo-lo a uma morte mui vergonhosa." Portanto, parece que Cristo não devia sofrer a morte da cruz. **Objeção 3:** Demais, foi dito de Cristo (Mat. 21,9): "Bendito o que vem em nome do Senhor." Ora, a morte na cruz era morte de maldição, como lemos em Deut.…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

Mas os homens santos são propriamente chamados 'reis', na linguagem da Escritura; porque, tendo sido elevados acima de todos os movimentos da carne, ora controlam o apetite da luxúria; ora moderam o ardor da avareza; ora abatem a jactância do orgulho; ora esmagam a sugestão da inveja; ora extinguem o fogo da paixão. São 'reis', portanto, porque aprenderam a não ceder aos movimentos das suas tentações, consentindo-lhes; mas a obter o domínio, governando sobre eles. Visto que, pois, passam, deste poder de autoridade, ao poder de retribuição, diga-se retamente: *Ele estabelece os reis no trono para sempre.* Pois são fatigados por um tempo, governando a si mesmos, mas são colocados para sempre no trono do reino da eterna elevação; e recebem ali o poder de julgar justamente os outros, assim com…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 53 · c. 540–604

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São Gregório Magno

2. Na Sagrada Escritura, quando ‘monte’ é posto no singular, designa-se às vezes o Senhor Encarnado, às vezes a Santa Igreja, às vezes a aliança de Deus, às vezes o anjo apóstata, às vezes qualquer herege particular. Mas quando ‘montes’ são nomeados no plural, exprime-se às vezes a alta estatura dos Apóstolos e Profetas, mas às vezes o orgulho dos poderes mundanos. Pois um monte designa o Senhor, como está escrito: *E nos últimos dias o monte da casa do Senhor será estabelecido no cume dos montes*. [Is 2, 2] Pois o monte no cume dos montes é o Senhor Encarnado, transcendendo a alteza dos Profetas. Novamente, por um monte designa-se a Santa Igreja, como está escrito: *Os que confiam no Senhor são como o monte Sião*. [Sl 125, 1] Pois Sião significa atalaia, e por esta atalaia é figurada a Ig…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 2 · c. 540–604

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