Referência

2Cor 5, 4

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Autores distintos

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Matos Soares

4Realmente nós, que estamos neste tabernáculo, gememos carregados (com o horror natural da morte), porque não queremos ser despojados dele, mas sim revestidos por cima, a fim de que, o que é (em nós) mortal, seja absorvido pela vida (imortal).

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o homem não deve amar o seu corpo por caridade. Pois não amamos aquele com quem não queremos associar-nos. Ora, os que têm caridade fogem da sociedade do corpo, conforme Rom. 7,24: “Quem me livrará do corpo desta morte?” e Fil. 1,23: “Tendo desejo de ser desatado e de estar com Cristo.” Logo, nossos corpos não devem ser amados por caridade. **Objeção 2:** Ademais, a amizade da caridade se funda na comunhão da fruição de Deus. Ora, o corpo não pode ter parte nessa fruição. Logo, o corpo não deve ser amado por caridade. **Objeção 3:** Ademais, sendo a caridade uma espécie de amizade, dirige-se àqueles que são capazes de retribuir o amor. Ora, nosso corpo não pode amar-nos por caridade. Portanto, não deve ser amado por caridade. **Ao contrário,** Agostinho diz (Do…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

45. Contudo, isto que é dito, *Sejam as suas estrelas obscurecidas com trevas*, pode também ser entendido noutro sentido; porque aquela noite, isto é, o consentimento ao pecado, que nos foi derivado pela transgressão do nosso primeiro pai, feriu o olho da nossa mente com tal escuridão, que neste exílio da vida, cercado pelas trevas do seu estado cego, com toda a força que se estenda para a luz da eternidade, é incapaz de penetrar; pois nascemos condenados após o início da pena, e vimos a esta vida juntamente com o merecimento da nossa morte, e quando erguemos o olho da mente para aquele raio de luz superior, escurecemos com a mera escuridão da nossa enfermidade natural. E, na verdade, muitos nesta débil condição da carne foram fortalecidos por tão grande força de virtude, que puderam brilh…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 45 · c. 540–604

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São Gregório Magno

70. Vejamos como Paulo ama o que evita, como evita o que ama. Pois ele diz: “Tenho desejo de ser desatado e de estar com Cristo” (Fl 1,23). E: “Para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho” (Fl 1,21). E contudo diz: “Nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos oprimidos, não porque desejemos ser despojados, mas revestidos, para que a mortalidade seja absorvida pela vida” (2Cor 5,4). Eis que ele tanto anseia morrer, como teme ser despojado da carne. Por que é isto? Porque, embora a vitória o alegre para sempre, o castigo contudo o perturba no presente; e, embora o amor do dom subsequente prevaleça, o golpe da tristeza roça a mente, não sem dor. Pois, assim como um homem corajoso, quando se cinge com as armas, aproximando-se já a luta do combate, tanto palpita como se apressa, treme e se…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 70 · c. 540–604

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2Cor 5, 4 nos Padres da Igreja | Aurea