Referência

2Cor 6, 15

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Matos Soares

15Que concórdia entre Cristo e Belial? Que de comum entre o fiel e o infiel?

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que, ao ser santificada no ventre, a Bem-aventurada Virgem não foi preservada de todo pecado atual. Pois, como já dissemos (A[3]), após a sua primeira santificação, o fomes permaneceu na Virgem. Ora, o movimento do fomes, ainda que preceda o ato da razão, é pecado venial, embora levíssimo, como diz Agostinho em sua obra *De Trinitate* [*Cf. Sent. ii, D, 24]. Logo, houve algum pecado venial na Bem-aventurada Virgem. **Objeção 2:** Ademais, Agostinho (Qq. Nov. et Vet. Test. lxxiii sobre Lc 2,35: "Uma espada traspassará a tua alma") diz que a Bem-aventurada Virgem "foi perturbada por uma dúvida de admiração na morte de Nosso Senhor". Ora, a dúvida nas coisas da fé é pecado. Portanto, a Bem-aventurada Virgem não foi preservada de todo pecado atual. **Objeção 3:** Ademai…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objecção 1:** Parece que Cristo não devia ter aparecido aos discípulos "sob outra figura". Porque uma coisa não pode aparecer em verdade diversa do que é. Ora, em Cristo havia apenas uma figura. Logo, se Ele apareceu sob outra, não foi uma verdadeira, mas uma falsa aparição. Ora, isto não é de modo algum conveniente, porque, como diz Agostinho (QQ. lxxxiii, qu. 14): "Se Ele engana, não é a Verdade; contudo, Cristo é a Verdade." Consequentemente, parece que Cristo não devia ter aparecido aos discípulos "sob outra figura". **Objecção 2:** Demais. Nada pode aparecer sob figura diversa da que tem, a não ser que os olhos do espectador sejam enganados por algumas ilusões. Ora, como tais ilusões são produzidas por artes mágicas, são indignas de Cristo, segundo o que está escrito (2 Cor. 6,15):…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que os profetas dos demônios nunca predizem a verdade. Pois Ambrósio [*Hilário, o Diácono (Ambrosiaster) sobre 1 Cor. 12,3] diz que «Toda verdade, por quem quer que seja dita, procede do Espírito Santo.» Ora, os profetas dos demônios não falam pelo Espírito Santo, porque «não há concórdia entre Cristo e Belial» (2 Cor. 6,15). Logo, parece que eles nunca predizem a verdade. Objeção 2: Além disso, assim como os verdadeiros profetas são inspirados pelo Espírito da verdade, assim os profetas dos demônios são inspirados pelo espírito da mentira, segundo 3 Reis 22,22: «Sairei e serei um espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas.» Ora, os profetas inspirados pelo Espírito Santo nunca falam falso, como foi dito acima (Q[111], A[6]). Logo, os profetas dos demônios nunc…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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