Referência

2Cor 8, 9

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Autores distintos

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Matos Soares

9Com efeito conheceis a liberalidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por vós, a fim de que fósseis ricos pela sua pobreza.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que Cristo foi inconvenientemente apresentado no Templo. Pois está escrito (Êx 13,2): «Santifica-me todo primogênito que abre a madre entre os filhos de Israel.» Mas Cristo saiu do ventre fechado da Virgem; e assim não abriu o ventre de sua Mãe. Portanto, Cristo não estava obrigado por esta lei a ser apresentado no Templo. Objeção 2: Além disso, o que está sempre na presença de alguém não pode ser apresentado a esse alguém. Ora, a humanidade de Cristo estava sempre na presença de Deus em sumo grau, por estar sempre unida a Ele na unidade de pessoa. Logo, não havia necessidade de ser apresentado ao Senhor. Objeção 3: Além disso, Cristo é a principal vítima, para quem todas as vítimas da Lei antiga se referem, como a figura à realidade. Ora, não se deve oferecer uma vítim…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que Cristo não deveria ter levado uma vida de pobreza neste mundo. Porque Cristo deveria ter abraçado a forma de vida mais elegível. Ora, a forma de vida mais elegível é aquela que é um meio-termo entre a riqueza e a pobreza; pois está escrito (Prov. 30,8): «Não me dês nem mendicância nem riquezas; dá-me somente o necessário para a vida». Logo, Cristo deveria ter levado uma vida, não de pobreza, mas de moderação. **Objeção 2:** Ademais, os bens exteriores são ordenados ao uso corporal, como ao alimento e ao vestuário. Ora, Cristo conformou o seu modo de vida com aqueles entre os quais viveu, no tocante ao alimento e ao vestuário. Portanto, parece que Ele deveria ter observado o modo de vida comum quanto às riquezas e à pobreza, e evitado a pobreza extrema. **Objeção…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

35. Pois é este mesmo Pobre de quem diz Paulo: Sendo rico, por amor de vós Se fez pobre (2Cor 8,9). E porque os judeus, acusando, entregaram o Senhor, a Quem, assim entregue, os gentios mataram, pela ‘espada da boca’ pode significar-se a língua dos hebreus, que foram os Seus acusadores, dos quais diz o Salmista: Cujos dentes são lanças e setas, e a sua língua uma espada afiada (Sl 57,4). Pois, como também o Evangelho testemunha, clamaram: Crucifica-O, crucifica-O (Lc 23,21; Jo 19,6). Mas pela ‘mão do violento’ pode entender-se o próprio mundo gentio, que O crucificou, o qual na morte do nosso Redentor cumpriu em ato as palavras dos hebreus; Deus, pois, ‘salvou este Pobre tanto da mão do violento’ como da ‘espada da boca’, porque o nosso Redentor, na Sua Natureza humana, foi sujeito tanto a…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 35 · c. 540–604

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São Gregório Magno

50. Que outro neste lugar se entende ser o homem pobre, senão Aquele de quem Paulo diz: *Embora rico, por amor de vós se fez pobre*? [2 Cor. 8, 9] Os ‘pés’ do qual ‘homem pobre’ eram os santos Pregadores, pela presença dos quais, rodeando o mundo gentílico, Ele percorreu todo o globo. Dos quais é dito pelo Profeta: *E andarei no meio deles*. [Lev. 26, 12] Não era Ele Seu pé, que enquanto preso em grilhões, disse: *Pelo qual sou embaixador em cadeias*? [2 Cor. 6, 16. Efés. 6, 20] Mas aqueles, que se provaram ‘sombra da morte e pedra de trevas’, ‘o pé do homem pobre esqueceu’, porque no próprio início da Igreja nascente, enquanto os santos Apóstolos tencionavam pregar o reino dos céus à Judeia, vendo que de nada aproveitavam, partiram para a pregação aos gentios, como eles mesmos dizem nos A…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 50 · c. 540–604

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São Gregório Magno

69. Este modelo de piedade, na verdade, nos deu o Mediador entre Deus e os homens. O qual, embora pudesse socorrer-nos mesmo sem morrer, quis, contudo, vir em auxílio da humanidade morrendo, porque evidentemente nos teria amado pouco, se não tivesse tomado sobre Si também as nossas feridas; nem nos mostraria o rosto do Seu amor, se aquilo que Ele havia de tirar de nós, Ele mesmo não o sofresse por um tempo. Pois encontrou-nos sujeitos ao sofrimento e mortais, e Ele, que nos fez existir do nada, certamente tinha o poder de restaurar-nos do sofrimento mesmo sem a morte. Mas para que mostrasse quão grande é a virtude da Compaixão, dignou-Se tornar-Se, por nós, aquilo que não queria que nós fôssemos, para que tomasse sobre Si temporalmente a morte na Sua própria Pessoa, morte que Ele havia de…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 69 · c. 540–604

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