Referência

2Cor 9, 7

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Matos Soares

7Cada um dê como propôs no seu coração, não com tristeza, nem constrangido, porque Deus ama o que dá com alegria.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Agostinho

Que Ele ordene: "E não te desvies daquele que de ti quer tomar emprestado", deve referir-se à mente; pois "Deus ama o que dá com alegria." E todo aquele que recebe, na verdade toma emprestado, ainda que não seja ele quem haja de pagar, mas Deus, que restitui ao misericordioso muitas vezes mais. Ou, se quiserdes entender por emprestar somente o tomar com promessa de restituir, devemos entender o mandamento do Senhor como abarcando ambos estes gêneros de prestar auxílio: quer demos de todo, quer emprestemos para receber de novo. E deste último gênero de mostrar misericórdia bem se diz: "Não te desvies", isto é, não sejas por isso retraído para emprestar, como se, porque o homem te restituirá, por isso Deus não o fizesse; pois o que fazeis por mandamento de Deus não pode ser sem fruto.

Santo Agostinho · Serm. in Mont., i, 20 · c. 354–430

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a tristeza não é um bem virtuoso. Pois aquilo que conduz ao inferno não é um bem virtuoso. Ora, como diz Agostinho (Gênese ao pé da letra xii, 33), "Jacó parece ter temido que fosse excessivamente perturbado pela tristeza e, assim, em vez de entrar no descanso dos bem-aventurados, fosse entregue ao inferno dos pecadores". Logo, a tristeza não é um bem virtuoso. Objeção 2: Ademais, o bem virtuoso é louvável e meritório. Ora, a tristeza diminui o louvor ou o mérito: pois o Apóstolo diz (2 Coríntios 9:7): "Cada um, como propôs no seu coração, não com tristeza, nem por necessidade". Logo, a tristeza não é um bem virtuoso. Objeção 3: Ademais, como diz Agostinho (Cidade de Deus xiv, 15), "a tristeza diz respeito àquelas coisas que acontecem contra a nossa vontade". Ora, n…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que é mais louvável e meritório fazer uma coisa sem voto do que em cumprimento de voto. Diz Próspero (*Da Vida Contemplativa*, II): «Devemos abster-nos ou jejuar sem nos pôr sob a necessidade de jejuar, para que aquilo que somos livres de fazer não se faça sem devoção e de má vontade». Ora, quem faz voto de jejuar põe-se sob a necessidade de jejuar. Logo, seria melhor para ele jejuar sem fazer o voto. **Objeção 2:** Além disso, diz o Apóstolo (2 Cor 9,7): «Cada um dê como tem determinado em seu coração, não com tristeza, nem por necessidade; porque Deus ama ao dador alegre». Ora, alguns cumprem com tristeza aquilo que prometeram por voto; e isto parece dever-se à necessidade resultante do voto, pois a necessidade é causa de tristeza, segundo a *Metafísica* V [Ed. Did…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**OBJEÇÃO I** — Parece que o modo da virtude cai sob o preceito da lei. Pois o modo da virtude é que os atos de justiça sejam feitos justamente, que os atos de fortaleza sejam feitos corajosamente, e de modo semelhante quanto às outras virtudes. Mas está mandado (Dt 26,20): «Seguirás justamente o que é justo». Logo, o modo da virtude cai sob o preceito. **OBJEÇÃO II** — Além disso, o que pertence à intenção do legislador cai principalmente sob o preceito. Mas a intenção do legislador se dirige principalmente a tornar os homens virtuosos, como se diz na Ética, II; e pertence ao homem virtuoso agir virtuosamente. Logo, o modo da virtude cai sob o preceito. **OBJEÇÃO III** — Além disso, o modo da virtude parece consistir propriamente em agir voluntariamente e com prazer. Mas isto cai sob um…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 9 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que todos são obrigados a guardar os jejuns da Igreja. Porque os mandamentos da Igreja obrigam tanto como os mandamentos de Deus, segundo Lc 10,16: «Quem vos ouve, a Mim ouve». Ora, todos são obrigados a guardar os mandamentos de Deus. Logo, do mesmo modo todos são obrigados a guardar os jejuns estabelecidos pela Igreja. **Objeção 2:** Ademais, as crianças, sobretudo, não parecem isentas do jejum por causa da sua idade; pois está escrito (Jl 2,15): «Santificai um jejum», e mais adiante (Jl 2,16): «Ajuntai os pequeninos e os que mamam no peito». Muito mais, portanto, todos os outros são obrigados a guardar os jejuns. **Objeção 3:** Ademais, as coisas espirituais devem ser preferidas às temporais, e as necessárias às que não são necessárias. Ora, as obras corporais se…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a tristeza não é um bem virtuoso. Pois aquilo que conduz ao inferno não é um bem virtuoso. Mas, como diz Agostinho (Gen. ad lit. XII, 33), "Jacó parece ter temido que fosse demasiadamente perturbado pela tristeza e, assim, em vez de entrar no descanso dos bem-aventurados, fosse consignado ao inferno dos pecadores". Logo, a tristeza não é um bem virtuoso. Objeção 2: Além disso, o bem virtuoso é digno de louvor e meritório. Mas a tristeza diminui o louvor ou o mérito; pois o Apóstolo diz (2 Cor 9,7): "Cada um dê como propôs no seu coração, não com tristeza, nem por necessidade." Logo, a tristeza não é um bem virtuoso. Objeção 3: Ademais, como diz Agostinho (De Civ. Dei XIV, 15), "a tristeza diz respeito àquelas coisas que acontecem contra nossa vontade". Ora, não quer…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a obediência não pertence à perfeição religiosa. Pois aquelas coisas parecem pertencer à perfeição religiosa que são obras de supererrogação e não obrigatórias para todos. Ora, todos são obrigados a obedecer a seus superiores, segundo o dito do Apóstolo (Heb. 13,17): "Obedecei a vossos prelados, e sede-lhes sujeitos." Logo, parece que a obediência não pertence à perfeição religiosa. Objeção 2: Além disso, a obediência parece pertencer propriamente àqueles que precisam ser guiados pelo parecer alheio; e tais pessoas carecem de discernimento. Ora, o Apóstolo diz (Heb. 5,14) que "o alimento sólido é para os perfeitos, para aqueles que, pelo costume, têm os sentidos exercitados no discernimento do bem e do mal." Logo, parece que a obediência não pertence ao estado dos pe…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Artigo 9 – Se o modo da virtude cai sob o preceito da lei.** **Objecção 1:** Parece que o modo da virtude cai sob o preceito da lei. Com efeito, o modo da virtude consiste em que as obras de justiça se façam justamente, as de fortaleza, corajosamente, e assim por diante nas demais virtudes. Ora está mandado (Dt 16,20): «Justamente seguirás o que é justo». Logo o modo da virtude cai sob o preceito. **Objecção 2:** Além disso, o que pertence à intenção do legislador cai principalmente sob o preceito. Ora a intenção do legislador visa sobretudo tornar os homens virtuosos, como se diz na Ética (II); e é próprio do homem virtuoso agir virtuosamente. Logo o modo da virtude cai sob o preceito. **Objecção 3:** Mais ainda: o modo da virtude parece consistir propriamente em agir de vontade e co…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 9 · c. 1225–1274

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