Referência

Am 8, 11

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Matos Soares

11Eis que vem o tempo, diz o Senhor, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a palavra do Senhor.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Gregório Magno

44. Assim como a «fome» da carne é a retirada do sustento do corpo, assim a fome da alma é o silêncio da revelação divina. Daí é retamente entregue pelo Profeta: Enviarei fome na terra, não fome de pão, nem sede de água, mas fome de ouvir a palavra do Senhor. E porquanto, quando a comunicação divina deixa a alma humana, a tentação da carne ganha força contra ela, subjoinha-se adequadamente: E na guerra do poder da espada. Pois sofremos uma guerra, quando somos assaltados pelas tentações da nossa carne. Acerca da qual guerra diz o Salmista: Cobre a minha cabeça no dia da batalha. Portanto, ao passo que os réprobos, faltando-lhes a força pela «fome» da palavra de Deus, são ainda trespassados pela «espada da guerra», o Senhor tanto «na fome redime» os Seus Eleitos «da morte», como «na guerra»…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 44 · c. 540–604

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São Gregório Magno

Segundo o costume da Sagrada Escritura, ele tem a aparência de desejar aquilo que prevê que será, não certamente no espírito de quem profere maldições, mas de quem pronuncia profecias. Assim, todo homem, porquanto consiste de alma e carne, é como que feito de força e fraqueza. Pois, em virtude daquela parte pela qual foi criado espírito racional, não é impropriamente chamado “forte”; mas, no respeitante àquilo pelo qual é de substância carnal, é fraco. E assim “a força” do homem é a alma racional, que pode resistir pela razão às tendências para o mal que a assaltam. E daí se diz novamente pelo bem-aventurado Job: Tu o fortaleceste por um pouco, para que passasse para sempre. [Job 14,20] Pois é da alma racional que o homem deriva viver para sempre. E assim a “força” deste ímpio “é consumida…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 17 · c. 540–604

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