Referência

Cl 2, 15

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Autores distintos

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Matos Soares

15Despojou os principados e potestades (infernais), e fez deles um objecto de escárnio público, triunfando deles pela cruz.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Orígenes

Depois da glória dos Seus milagres e da Sua transfiguração, começou a seguinte glorificação do Filho do homem, quando Judas saiu com Satanás, que havia entrado nele. Portanto, quando ele saiu, disse Jesus: Agora é glorificado o Filho do homem, e Deus é glorificado nEle. Porque não é o Verbo eterno unigênito, mas a glória do Homem nascido da semente de Davi, que aqui se entende. Cristo na Sua morte, na qual glorificou a Deus, tendo despojado os principados e potestades, os expôs publicamente, triunfando deles abertamente (Col 2:15). E ainda: Fez a paz pelo sangue da Sua cruz, para reconciliar consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus (Col 1:20). Assim foi glorificado o Filho do homem, e Deus glorificado nEle; pois Cristo não pode ser glorificado, senão…

Orígenes · Origenes in Ioannem · c. 184–253

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que foi dado um nome inconveniente a Cristo. Pois a realidade evangélica deve corresponder à predição profética. Ora, os profetas predisseram outro nome para Cristo; porque está escrito (Is 7,14): «Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o seu nome será chamado Emanuel»; e (Is 8,3): «Chama o seu nome: Apressa-te a tomar os despojos; apressa-te a repartir a presa»; e (Is 9,6): «O seu nome será chamado Admirável, Conselheiro, Deus Forte, Pai do século futuro, Príncipe da Paz»; e (Zc 6,12): «Eis um homem, o seu nome é Oriente». Logo, foi inconveniente que o seu nome se chamasse Jesus. **Objeção 2:** Demais, está escrito (Is 62,2): «E serás chamada por um nome novo, que a boca do Senhor há de nomear». Ora, o nome Jesus não é nome novo, mas foi dado a vários…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que não era conveniente que Cristo descesse ao inferno, porque Agostinho diz (Epístola a Evódio, cliv): «Nem pude encontrar em parte alguma das Escrituras o inferno mencionado como algo bom.» Ora, a alma de Cristo não desceu a nenhum lugar mau, pois nem as almas dos justos o fazem. Logo, não parece conveniente que a alma de Cristo descesse ao inferno. Objeção 2: Além disso, não pode pertencer a Cristo descer ao inferno segundo a sua natureza divina, que é de todo imóvel; mas apenas segundo a sua natureza assumida. Ora, o que Cristo fez ou sofreu na sua natureza assumida é ordenado para a salvação dos homens; e assegurar isto não parece necessário que Cristo descesse ao inferno, visto que Ele nos livrou tanto da culpa como da pena pela sua Paixão, que sofreu neste mundo,…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que Cristo, descendo ao inferno, não livrou dali os santos Padres. Pois Agostinho (Epístola a Evódio, clxiv) diz: “Ainda não descobri o que é que Cristo, descendo ao inferno, concedeu àqueles justos que estavam no seio de Abraão, dos quais me parece que nunca se apartou segundo a presença beatífica da sua Divindade.” Ora, se os tivesse livrado, muito lhes teria concedido. Logo, não se vê que Cristo livrasse do inferno os santos Padres. Objeção 2: Além disso, ninguém é detido no inferno senão por causa do pecado. Mas os santos Padres, em vida, foram justificados do pecado pela fé em Cristo. Por conseguinte, não necessitavam de ser livrados do inferno por ocasião da descida de Cristo. Objeção 3: Além disso, removida a causa, remove-se o efeito. Ora, o facto de Cristo ter…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a forma própria deste sacramento não é: «Eu te assinalo com o sinal da cruz, eu te confirmo com o crisma da salvação, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.» Porque o uso dos sacramentos deriva de Cristo e dos apóstolos. Ora, nem Cristo instituiu esta forma, nem lemos que os apóstolos dela fizessem uso. Logo, não é a forma própria deste sacramento. Objeção 2: Além disso, assim como o sacramento é o mesmo em toda parte, assim também a forma deve ser a mesma: porque cada coisa tem unidade, assim como tem ser, pela sua forma. Ora, esta forma não é usada por todos: pois alguns dizem: «Eu te confirmo com o crisma da santificação.» Logo, a forma acima referida não é a forma própria deste sacramento. Objeção 3: Além disso, este sacramento deve estar conforme…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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