Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que a adivinhação não é pecado. Adivinhação deriva de algo «divino»; e as coisas divinas pertencem à santidade, e não ao pecado. Logo parece que a adivinhação não é pecado. Objeção 2: Além disso, Agostinho diz (Do Livre Arbítrio I, 1): «Quem ousará dizer que o aprender é um mal?» e ainda: «De modo algum admitiria que a inteligência pode ser um mal». Ora, algumas artes são divinatórias, como o Filósofo afirma (Da Memória I); e a própria adivinhação parece pertencer a uma certa inteligência da verdade. Logo parece que a adivinhação não é pecado. Objeção 3: Além disso, não há inclinação natural para o mal, porque a natureza só se inclina para o que lhe é semelhante. Ora, os homens por inclinação natural procuram pressaber os eventos futuros; e isto pertence à adivinhação.…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274
tradução automática