Referência

Dt 32, 1

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Matos Soares

1Ouvi, ó céus, o que vou dizer, ouça a terra as palavras da minha boca!

Matos Soares · domínio público

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Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Gregório Magno

Todos os que exerceram o ofício de pregar na Sinagoga foram justamente chamados “céus”, porque se supunha que eram imbuídos da sabedoria celestial; e por esta razão, quando Moisés exortava os Sacerdotes e o povo a atentarem para as suas palavras de admoestação, exclamou: *Dai ouvidos, ó céus, e eu falarei; e ouve, ó terra, as palavras da minha boca* [Dt 32,1], significando evidentemente pelos céus a ordem dos governantes, e pela terra o povo que lhes estava sujeito. Não há, pois, inconveniente em interpretar aqui os céus como significando os Sacerdotes, os Fariseus ou os Doutores da Lei, que, aos olhos dos homens, enquanto atendiam aos ofícios celestes, pareciam derramar luz lá do alto. Ora, porque foram grandemente agitados em oposição ao nosso Redentor, foi como se “fogo caísse do céu”;…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 51 · c. 540–604

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São Gregório Magno

Porque que se designa pelo título de «terra», senão a Santa Igreja; a qual, enquanto recebe as palavras da pregação, rende o fruto das boas obras? Donde é dito por Moisés: Ouça a terra as palavras da minha boca, e espere-se a minha fala como a chuva. [Deut. 32, 1. 2.] E que se designa pelos vários povos gentios por «nada», dos quais é falado pelo Profeta: Todas as nações diante dEle são como nada, e são contadas a Ele menos do que nada? [Is. 40, 17] Naquele «nada», pois, «está suspensa a terra», a qual antes, sendo um lugar vazio, era ocupado pelo «norte»; porque aqueles corações dos gentios se encheram do amor de Deus, que antes estavam pesados por uma mortificação do demônio. Mas pode ser que tanto por este «lugar vazio» se designe a infidelidade da Judeia, como por «terra», como dissemo…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 35 · c. 540–604

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São Gregório Magno

Pois que outra coisa entendemos por 'geada' ou 'gelo' senão os corações dos Judeus gelados e ligados com o torpor da incredulidade? Os quais outrora, pela recepção da Lei, pela guarda dos mandamentos, pelo ministério do sacrifício, pelos mistérios da profecia, estavam tão guardados dentro do seio da graça, como se dentro do ventre do Criador. Mas porque, vindo o Senhor, sendo duros ligados com o gelo da incredulidade, perderam o calor da fé e da caridade, sendo lançados para fora do secreto seio da graça, saíram como gelo do ventre do Criador. E a geada do céu, quem a gerou? Que outra coisa deve aqui entender-se por 'céu' senão a vida elevada dos santos? Ao qual céu se diz: Dá ouvidos, ó céu, e eu falarei. [Dt 32,1] Do qual lugar se escreve noutra parte: A alma do justo é a sede da sabedor…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 55 · c. 540–604

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