Referência

Dt 32, 35

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Autores distintos

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Matos Soares

35A mim pertence a vingança, eu lhes darei o pago a seu tempo, quando o seu pé resvalar; está próximo o dia da (sua) perdição, os tempos (dela) se apressam a chegar.

Matos Soares · domínio público

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Comentário direto

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Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Gregório Magno

23. Provê-se, de facto, que algumas faltas são feridas com outras faltas, a fim de que o próprio crescimento no pecado seja o castigo dos pecadores. Porque, como Deus Todo-Poderoso concede tempo para o arrependimento, que a maldade humana perverte, contudo, para a prática da sua própria iniquidade, a nossa culpa é sem dúvida permitida aumentar pelo justo juízo de Deus, a fim de que seja acumulada, para Ele a ferir finalmente com um golpe mais pesado. Pois daí o apóstolo Paulo diz ainda de certas pessoas: Para encherem sempre a medida dos seus pecados. Daí é dito a João pela voz do anjo: Quem faz mal, faça mal ainda; quem é imundo, seja imundo ainda. Daí David diz: Acrescenta iniquidade à sua iniquidade, para que não entrem na tua justiça. Daí ainda é dito do Senhor pelo mesmo Salmista: Sug…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 23 · c. 540–604

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a vingança não é lícita. Porque quem usurpa o que é de Deus peca. Ora, a vingança pertence a Deus, pois está escrito (Dt 32,35; Rm 12,19): "A mim me pertence a vingança; eu retribuirei." Logo, toda vingança é ilícita. Objeção 2: Além disso, quem se vinga de um homem não o suporta. Ora, devemos suportar os maus, pois uma glosa sobre Ct 2,2, "Como o lírio entre os espinhos", diz: "Não é bom homem quem não pode suportar um mau." Logo, não devemos nos vingar dos maus. Objeção 3: Além disso, a vingança se realiza infligindo castigo, que é causa do temor servil. Ora, a Nova Lei não é lei de temor, mas de amor, como afirma Agostinho (Contra Adamant. xvii). Logo, pelo menos no Novo Testamento, toda vingança é ilícita. Objeção 4: Além disso, diz-se que um homem se vinga qua…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que não é lícito irar-se. Porque Jerônimo, na sua exposição sobre São Mateus 5,22: «Quem se irar contra seu irmão», etc., diz: «Alguns códices acrescentam 'sem causa'. Porém, nos códices genuínos a sentença é incondicional, e a ira é totalmente proibida.» Logo, de modo algum é lícito irar-se. Objeção 2: Demais, segundo Dionísio (Dos Nomes Divinos, cap. IV), «o mal da alma é estar sem razão». Ora, a ira está sempre sem razão, porque o Filósofo diz (Ética, VII, 6) que «a ira não ouve perfeitamente a razão»; e Gregório diz (Moral, V, 45) que «quando a ira rompe a superfície tranquila da alma, a despedaça e rasga com o seu tumulto»; e Cassiano diz (Da Instituição Cenobítica, VIII, 6): «Seja qual for a causa de que nasça, a paixão irada ferve e cega o olho da mente.» Logo, é…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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