Referência

Ef 1, 11

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Matos Soares

11Nós, predestinados pelo decreto daquele que opera todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade, fomos escolhidos

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o conselho não é uma investigação. Pois Damasceno diz (De Fide Orth. ii, 22) que o conselho é "um ato do apetite". Ora, a investigação não é um ato do apetite. Logo, o conselho não é uma investigação. Objeção 2: Ademais, a investigação é um ato discursivo do intelecto; por isso não se encontra em Deus, cujo conhecimento não é discursivo, como mostramos na FP, Q[14], A[7]. Ora, o conselho é atribuído a Deus, pois está escrito (Ef 1,11) que "Ele opera todas as coisas segundo o conselho da sua vontade". Logo, o conselho não é investigação. Objeção 3: Além disso, a investigação é de coisas duvidosas. Ora, o conselho é dado em matérias que são certamente boas; assim o Apóstolo diz (1Cor 7,25): "Quanto às virgens, não tenho mandamento do Senhor, mas dou conselho". Logo, o…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que tudo quanto Deus quer, quer necessariamente. Pois tudo o que é eterno é necessário. Ora, tudo quanto Deus quer, quer desde a eternidade; de outra sorte sua vontade seria mutável. Logo, tudo quanto quer, quer necessariamente. Objeção 2: Demais, Deus quer as coisas fora de si, enquanto quer sua própria bondade. Ora, Deus quer necessariamente sua própria bondade. Logo, quer necessariamente as coisas fora de si. Objeção 3: Demais, tudo o que pertence à natureza de Deus é necessário, pois Deus é de si mesmo ser necessário, e princípio de toda necessidade, como acima se mostrou (q. 2, a. 3). Ora, pertence à sua natureza querer tudo quanto quer; visto que em Deus nada pode haver além de sua natureza, como se diz na Metafísica V, 6. Logo, tudo quanto quer, quer necessariame…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que não há justiça em Deus. Porque a justiça se opõe à temperança. Ora, a temperança não existe em Deus; logo, nem a justiça. Objeção 2: Ademais, aquele que faz tudo quanto quer e apraz não obra segundo a justiça. Ora, como diz o Apóstolo: «Deus opera todas as coisas segundo o conselho da Sua vontade» (Efés. 1,11). Logo, não se Lhe pode atribuir justiça. Objeção 3: Ademais, o ato da justiça é pagar o que é devido. Ora, Deus não é devedor de ninguém. Logo, a justiça não pertence a Deus. Objeção 4: Ademais, tudo o que está em Deus é a Sua essência. Ora, a justiça não pode pertencer a ela, porque Boécio diz (De Hebdom.) que «o bem respeita a essência; a justiça, o ato». Logo, a justiça não pertence a Deus. Em contrário, está escrito (Sal. 10,8): «O Senhor é justo, e amou…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a providência não convém a Deus. Pois a providência, segundo Túlio (De Invent. ii), é uma parte da prudência. Mas a prudência, porque, segundo o Filósofo (Et. vi, 5,9,18), dá bons conselhos, não pode pertencer a Deus, que nunca tem dúvida alguma pela qual deva consultar. Logo, a providência não pode pertencer a Deus. Objeção 2: Além disso, tudo o que está em Deus é eterno. Ora, a providência não é algo eterno, pois se ocupa das coisas existentes que não são eternas, segundo Damasceno (De Fide Orth. ii, 29). Logo, não há providência em Deus. Objeção 3: Ademais, não há nada composto em Deus. Ora, a providência parece ser algo composto, porque inclui tanto o intelecto como a vontade. Logo, a providência não está em Deus. Em contrário, diz-se (Sab. 14,3): "Mas tu, ó Pa…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a predestinação de Cristo não é a causa da nossa. Porque aquilo que é eterno não tem causa. Ora, a nossa predestinação é eterna. Logo, a predestinação de Cristo não é a causa da nossa. Objeção 2: Além disso, aquilo que depende da simples vontade de Deus não tem outra causa senão a vontade de Deus. Ora, a nossa predestinação depende da simples vontade de Deus, pois está escrito (Efésios 1:11): «Predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.» Portanto, a predestinação de Cristo não é a causa da nossa. Objeção 3: Além disso, se a causa é removida, o efeito também é removido. Mas, se removemos a predestinação de Cristo, a nossa não é removida; pois, ainda que o Filho de Deus não tivesse sido encarnado, a nossa salva…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o conselho não é uma inquirição. Porque Damasceno diz (De Fide Orth. ii, 22) que o conselho é "um ato do apetite". Ora, a inquirição não é um ato do apetite. Logo, o conselho não é uma inquirição. Objeção 2: Demais, a inquirição é um ato discursivo do intelecto; por isso não se encontra em Deus, cujo conhecimento não é discursivo, como mostramos na FP, Q[14], A[7]. Ora, o conselho é atribuído a Deus; pois está escrito (Ef 1,11) que "Ele opera todas as coisas segundo o conselho da sua vontade". Logo, o conselho não é inquirição. Objeção 3: Demais, a inquirição é de coisas duvidosas. Ora, o conselho é dado em matérias que são certamente boas; assim o Apóstolo diz (1 Cor 7,25): "Acerca das virgens, não tenho mandamento do Senhor; mas dou conselho." Logo, o conselho não…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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