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Ef 4, 23

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Autores distintos

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Matos Soares

23a renovar-vos no vosso espírito e nos vossos pensamentos,

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objecção 1: Parece que o Filho de Deus não assumiu uma alma por meio do espírito ou mente. Pois nada é meio entre si mesmo e outro. Mas o espírito nada mais é em essência que a própria alma, como se disse acima (FP, Q[77], A[1], ad 1). Logo, o Filho de Deus não assumiu uma alma por meio do espírito ou mente. Objecção 2: Ademais, aquilo que é o meio da assunção é em si mesmo mais assumível. Ora, o espírito ou mente não é mais assumível que a alma; o que é evidente pelo facto de os espíritos angélicos não serem assumíveis, como se disse acima (Q[4], A[1]). Logo, parece que o Filho de Deus não assumiu uma alma por meio do espírito. Objecção 3: Além disso, aquilo que vem depois é assumido pelo primeiro por meio do que vem antes. Ora, a alma implica a própria essência, que naturalmente preced…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que os pecados espirituais são inadequadamente distinguidos dos pecados carnais. Pois diz o Apóstolo (Gl 5,19): «As obras da carne são manifestas, que são: fornicação, impureza, desonestidade, luxúria, idolatria, feitiçarias» etc., donde parece que toda espécie de pecados são obras da carne. Ora, os pecados carnais chamam-se obras da carne. Logo, os pecados carnais não devem ser distinguidos dos espirituais. **Objeção 2:** Além disso, todo aquele que peca anda segundo a carne, como está dito em Rm 8,13: «Se viverdes segundo a carne, morrereis. Mas se pelo espírito mortificardes as obras da carne, vivereis.» Ora, viver ou andar segundo a carne parece pertencer à natureza do pecado carnal. Logo, os pecados carnais não devem ser distinguidos dos espirituais. **Objeção…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Pareceria que a imagem de Deus não está somente na mente do homem. Pois diz o Apóstolo (1 Cor 11,7): «O homem é a imagem… de Deus». Ora, o homem não é somente mente. Logo, a imagem de Deus não se deve considerar apenas na sua mente. **Objeção 2:** Além disso, está escrito (Gn 1,27): «Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou». Ora, a distinção de macho e fêmea está no corpo. Portanto, a imagem de Deus está também no corpo, e não somente na mente. **Objeção 3:** Ademais, a imagem parece referir-se principalmente à figura de uma coisa. Ora, a figura pertence ao corpo. Logo, a imagem de Deus deve ver-se também no corpo do homem, e não na sua mente. **Objeção 4:** Ademais, segundo Agostinho (Gen. ad lit. XII, 7,24), há em nós uma trípli…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

7. Mas se estas várias particularidades, que percorremos, tratando-as segundo a história, também as examinarmos quanto aos mistérios da alegoria, que mais tomamos neste lugar pelo ouro senão o engenho do entendimento brilhante? que ‘ouro puríssimo’ senão a mente, que, enquanto é purificada pelo fogo do amor, conserva sempre em si o brilho da beleza, por uma renovação diária do fervor? Pois a mente não sabe envelhecer pela inércia, aquela que é inclinada pelo desejo a sempre começar. Assim, é daí que é dito por Paulo: Renovai-vos no espírito da vossa mente. [Ef 4,23] Donde o Salmista, que já havia alcançado a altura da perfeição, disse como começando: Eu disse: agora começo; [Sl 77,10] desta maneira, porque, se não estamos dispostos a desfalecer e a afastar-nos do bem começado, é muito nece…

São Gregório Magno · Moralia — Comentário Moral ao Livro de Jó · Livro XXII, Parágrafo VII · c. 540–604

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São Gregório Magno

Visto que, pois, está agora em nosso poder sofrer um juízo interior da nossa mente contra nós mesmos, examinemo-nos e acusemo-nos a nós mesmos, e torturemos o nosso anterior eu pela penitência. Não cessemos de nos julgar a nós mesmos, enquanto está em nosso poder. Atentemos cuidadosamente ao que é dito: *Porque já não está no poder do homem aproximar-se de Deus para juízo.* Pois é propriedade dos réprobos estar sempre a fazer o mal, e nunca se arrepender do que fizeram. Pois passam, com a mente cega, por tudo o que fazem, e não reconhecem o que fizeram, senão quando foram castigados. Mas é costume dos Eleitos, por outro lado, examinar diariamente a sua conduta desde as próprias fontes primeiras dos seus pensamentos, e drenar até ao fundo toda a impureza que dali flui. Pois, assim como não…

São Gregório Magno · Moralia — Comentário Moral ao Livro de Jó · Livro XXV, Parágrafo XIV · c. 540–604

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