Referência

Ef 4, 31

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Autores distintos

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Matos Soares

31Toda a amargura, animosidade, cólera, clamor e maledicência, com toda a espécie de malícia, seja banida dentre vós.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a blasfêmia não se opõe à confissão de fé. Porque blasfemar é proferir uma afronta ou insulto contra o Criador. Ora, isto pertence à má vontade para com Deus, antes que à incredulidade. Logo, a blasfêmia não se opõe à confissão de fé. Objeção 2: Além disso, sobre Efésios 4,31: "Toda a blasfêmia seja tirada dentre vós", diz uma glosa: "aquilo que é cometido contra Deus ou contra os santos". Ora, a confissão de fé, ao que parece, não versa senão sobre as coisas que pertencem a Deus, que é o objeto da fé. Logo, a blasfêmia nem sempre se opõe à confissão de fé. Objeção 3: Além disso, segundo alguns, há três espécies de blasfêmia. A primeira é quando se afirma algo inconveniente de Deus; a segunda, quando se nega algo conveniente d'Ele; e a terceira, quando se atribui a…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o pecado de blasfêmia não é o maior pecado. Pois, segundo Agostinho (Enchiridion xii), diz-se que uma coisa é má porque causa dano. Ora, o pecado de homicídio, por destruir a vida do homem, causa maior dano que o pecado de blasfêmia, que não pode causar dano algum a Deus. Logo, o pecado de homicídio é mais grave que o de blasfêmia. **Objeção 2:** Ademais, o perjuro invoca a Deus por testemunha de uma falsidade e, assim, parece afirmar que Deus é falso. Mas nem todo blasfemo chega a dizer que Deus é falso. Portanto, o perjúrio é pecado mais grave que a blasfêmia. **Objeção 3:** Além disso, sobre o Salmo 74,6: «Não levanteis ao alto a vossa ponta», diz uma glosa: «Escusar-se do pecado é o maior de todos os pecados.» Logo, a blasfêmia não é o maior pecado. **Em co…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que Damasceno (De Fide Orth. ii, 16) assinala inconvenientemente três espécies de ira — "cólera", "má-vontade" e "rancor". Pois nenhum gênero recebe as suas diferenças específicas dos acidentes. Ora, estas três se diversificam em razão de um acidente: porque "o princípio do movimento da ira se chama cólera (cholos); se a ira continua, chama-se má-vontade (menis); enquanto o rancor (kotos) é a ira que espera ocasião de vingança". Logo, não são diferentes espécies de ira. Objeção 2: Ademais, Cícero diz (De Quaest. Tusc. iv, 9) que "a excandescência [irascibilidade] é o que os Gregos chamam thymosis, e é uma espécie de ira que surge e cessa intermitentemente"; enquanto, segundo Damasceno, thymosis é o mesmo que o grego kotos [rancor]. Logo, kotos não aguarda o seu tempo par…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 8 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1.** Parece que a ira não é pecado. Pois desmerecemos pecando. Mas “não desmerecemos pelas paixões, assim como também não incorremos em censura por elas”, como se diz na *Ética* (II, 5). Logo, nenhuma paixão é pecado. Ora, a ira é uma paixão, como se afirmou acima (I-II, q. 46, a. 1), no tratado sobre as paixões. Portanto, a ira não é pecado. **Objeção 2.** Ademais, em todo pecado há conversão a algum bem mutável. Mas na ira há conversão não a um bem mutável, e sim ao mal de uma pessoa. Logo, a ira não é pecado. **Objeção 3.** Ademais, “ninguém peca no que não pode evitar”, como afirma Agostinho (*Do Livre Arbítrio* III, 18). Ora, o homem não pode evitar a ira, pois uma glosa sobre Ps. 4,5: “Irai-vos e não pequeis” diz: “O movimento da ira não está em nosso poder”. E o Filósofo…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objecto 1:** Parece que Damasceno (De Fide Orth. ii, 16) atribui inconvenientemente três espécies de ira — «cólera», «rancor» e «ódio». Pois nenhum gênero recebe as suas diferenças específicas dos acidentes. Ora, estes três se distinguem por um acidente: porque «o início do movimento da ira chama-se cólera (cholos); se a ira continua, chama-se rancor (menis); e ódio (kotos) é a ira que espera ocasião de vingança». Logo, não são espécies diferentes de ira. **Objecto 2:** Ademais, Cícero diz (De Quaest. Tusc. iv, 9) que «a excandescência (irascibilidade) é o que os Gregos chamam thymosis, e é uma espécie de ira que surge e cede intermitentemente»; ao passo que, segundo Damasceno, thymosis é o mesmo que kotos (ódio). Portanto, kotos não aguarda o tempo para se vingar, mas com o tempo se ex…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 8 · c. 1225–1274

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