Referência

Ef 5, 13

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Autores distintos

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Matos Soares

13Mas todas as coisas condenadas são postas a descoberto pela luz, e tudo o que é manifestado torna-se luz.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Agostinho

De outro modo; pelo olho aqui podemos entender a nossa intenção; se ela for pura e reta, todas as nossas obras que fazemos conforme a ela são boas. A estas chama aqui o corpo, assim como o Apóstolo fala de certas obras como membros: "Mortificai os vossos membros, a fornicação e a impureza." [Cl 3,5] Devemos, pois, olhar não para o que uma pessoa faz, mas com que mente o faz. Pois esta é a luz dentro de nós, porque por ela vemos que fazemos com boa intenção o que fazemos. "Pois tudo o que manifesta é luz." [Ef 5,13] Mas as próprias obras, que saem para a sociedade dos homens, têm para nós um resultado incerto, e por isso as chama trevas; como quando dou dinheiro a um necessitado, não sei o que fará com ele. Se, pois, a intenção do teu coração, que podes conhecer, está manchada com a concupi…

Santo Agostinho · c. 354–430

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São Gregório Magno

27. Deus requer as coisas que perscruta ao executar o juízo sobre elas. Não requer aquelas que de tal modo perdoa que as deixa impunes daí em diante no seu próprio Juízo. E assim «este dia», isto é, esta fruição do pecado, não será requerida pelo Senhor, se for visitada com auto-castigo de nossa própria vontade, como Paulo testifica, quando diz: *Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados pelo Senhor* (1Cor 11, 31). «O requerer de Deus o nosso dia», então, é o seu proceder contra as nossas almas no Juízo por um exame rigoroso de cada instância de deleite no pecado; neste mesmo «requerer» fere então mais duramente aquele a quem achar ter sido mais mole em poupar-se a si mesmo. E segue-se bem: *Nem resplandeça sobre ele a luz*. Pois o Senhor, aparecendo no Juízo, ilum…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 27 · c. 540–604

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Santo Tomás de Aquino

**OBJEÇÃO 1.** — Parece que o intelecto dos demônios fica obscurecido por serem privados do conhecimento de toda a verdade. Pois, se conhecessem alguma verdade, conheceriam sobretudo a si mesmos; o que é conhecer as substâncias separadas. Ora, isto não condiz com a sua infelicidade, pois parece pertencer a uma grande felicidade, a ponto de alguns autores terem atribuído como felicidade última do homem o conhecimento das substâncias separadas. Logo, os demônios são privados de todo conhecimento da verdade. **OBJEÇÃO 2.** — Demais, o que é manifestíssimo na sua natureza parece ser especialmente manifesto aos anjos, quer bons quer maus. Se o mesmo não é manifesto a respeito de nós, vem da fraqueza do nosso intelecto, que haure o seu conhecimento dos fantasmas; assim como, por fraqueza do olh…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que "luz" é usada em sentido próprio nas coisas espirituais. Pois Agostinho diz (Sobre o Gênesis literal, iv, 28) que "nas coisas espirituais a luz é melhor e mais certa; e que Cristo não é chamado Luz no mesmo sentido em que é chamado Pedra; a primeira deve ser tomada literalmente, e a segunda metaforicamente." Objeção 2: Ademais, Dionísio (Div. Nom. iv) inclui a Luz entre os nomes intelectuais de Deus. Ora, tais nomes são usados em sentido próprio nas coisas espirituais. Logo, a luz é usada em sentido próprio nas matérias espirituais. Objeção 3: Ademais, o Apóstolo diz (Efés. 5,13): "Tudo o que se manifesta é luz." Mas ser manifestado pertence mais propriamente às coisas espirituais do que às corporais. Logo, também a luz. Ao contrário, Ambrósio diz (De Fide, ii) que…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

40. A virtude mais alta é evitar os pecados, para que nunca sejam cometidos, e a segunda é ao menos emendá-los quando foram cometidos. Mas na maior parte das vezes não só nunca evitamos os pecados que ameaçam, mas nem sequer abrimos os olhos para eles, quando cometidos. E a mente dos pecadores é envolvida em trevas tanto mais densas quanto não vê a deficiência da sua própria cegueira. Daí acontece muito frequentemente, pela generosidade do dom de Deus, que o castigo segue a transgressão, e os açoites abrem os olhos do transgressor, que a falsa segurança estava cegando no meio dos maus caminhos. Pois a alma inativa é tocada com a vara, para ser estimulada, a fim de que aquele que perdeu, por estar seguro de si, o firme assento da retidão, marque, ao ser afligido, onde jaz prostrado; e assim…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 40 · c. 540–604

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que um anjo não ilumina outro. Pois os anjos possuem agora a mesma beatitude que esperamos alcançar. Ora, um homem não iluminará então outro homem, conforme Jer. 31,34: "Não ensinará mais cada um o seu próximo, nem cada um o seu irmão." Logo, nem agora um anjo ilumina outro. Objeção 2: Além disso, a luz nos anjos é tríplice: da natureza, da graça e da glória. Mas um anjo é iluminado na luz da natureza pelo Criador; na luz da graça pelo Justificador; na luz da glória pelo Beatificador; tudo o que vem de Deus. Logo, um anjo não ilumina outro. Objeção 3: Além disso, a luz é uma forma na mente. Ora, a mente racional "é informada só por Deus, sem intervenção criada", como diz Agostinho (Das Oitenta e Três Questões, q. 51). Logo, um anjo não ilumina a mente de outro. Em cont…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que sem a graça o homem não pode conhecer nenhuma verdade. Porquanto, sobre 1 Coríntios 12:3: «Ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo», diz uma glosa: «Toda verdade, dita por quem quer que seja, é do Espírito Santo.» Ora, o Espírito Santo habita em nós pela graça. Logo, não podemos conhecer a verdade sem a graça. Objeção 2: Além disso, Agostinho diz (Solilóquios, i, 6) que «as ciências mais certas são como coisas iluminadas pelo sol para serem vistas. Ora, Deus mesmo é Aquele que derrama a luz. E a razão está na mente como a vista está no olho. E os olhos da mente são os sentidos da alma.» Ora, os sentidos corporais, por mais puros que sejam, não podem ver nenhum objeto visível sem a luz do sol. Portanto, a mente humana, por mais perfeita que sej…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o homem pode saber que tem a graça. Pois a graça, pela sua realidade física, está na alma. Ora, a alma tem um conhecimento certíssimo das coisas que estão nela pela sua realidade física, como aparece em Agostinho (Gen. ad lit. xii, 31). Logo, a graça pode ser conhecida certissimamente por quem tem a graça. **Objeção 2:** Ademais, assim como o conhecimento é um dom de Deus, assim também o é a graça. Mas quem recebe de Deus o conhecimento sabe que tem o conhecimento, conforme Sabedoria 7,17: O Senhor "me deu a verdadeira ciência das coisas que existem". Logo, com igual razão, quem recebe de Deus a graça sabe que tem a graça. **Objeção 3:** Ademais, a luz é mais cognoscível que as trevas, pois, segundo o Apóstolo (Efésios 5,13), "tudo o que se manifesta é luz". Ora…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Artigo 2 — Se a profecia é um hábito.** **Objecção 1.** Parece que a profecia é um hábito. Porquanto, segundo a *Ética* (II, 5), «três coisas há na alma: potência, paixão e hábito». Ora, a profecia não é potência, pois então estaria em todos os homens, visto que as potências da alma são comuns a eles. Também não é paixão, porque as paixões pertencem à faculdade apetitiva, como se disse (I-II, q. 22, a. 2); ao passo que a profecia diz respeito principalmente ao conhecimento, conforme foi estabelecido no artigo anterior. Logo, a profecia é um hábito. **Objecção 2.** Além disso, toda perfeição da alma que não está sempre em acto é um hábito. Ora, a profecia é uma perfeição da alma, e não está sempre em acto; do contrário, o profeta não poderia ser descrito como adormecido. Logo, parece qu…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Se sem a graça pode o homem conhecer alguma verdade? Objeção 1: Parece que sem a graça pode o homem conhecer nenhuma verdade. Porque, sobre 1 Coríntios 12,3: «Ninguém pode dizer: Senhor Jesus, senão pelo Espírito Santo», diz uma glosa: «Toda verdade, por quem quer que seja dita, é do Espírito Santo.» Ora, o Espírito Santo habita em nós pela graça. Logo, não podemos conhecer a verdade sem a graça. Objeção 2: Além disso, diz Agostinho (Solilóquios, I, 6) que «as ciências mais certas são como coisas iluminadas pelo sol para serem vistas. Ora, Deus mesmo é Aquele que derrama a luz. E a razão está na mente como a vista está no olho. E os olhos da mente são os sentidos da alma.» Ora, os sentidos corporais, por mais puros que sejam, não podem ver nenhum objeto visível sem a luz do sol. Logo, a…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o homem pode saber que tem a graça. Porque a graça, pela sua realidade física, está na alma. Ora, a alma tem um conhecimento certíssimo daquelas coisas que estão nela pela sua realidade física, como aparece em Agostinho (Gên. ad lit. XII, 31). Logo, a graça pode ser conhecida certissimamente por quem tem a graça. Objeção 2: Além disso, assim como o conhecimento é um dom de Deus, também o é a graça. Ora, quem recebe de Deus o conhecimento, sabe que tem o conhecimento, segundo Sb 7,17: O Senhor «me deu a verdadeira ciência das coisas que existem.» Logo, pela mesma razão, quem recebe de Deus a graça, sabe que tem a graça. Objeção 3: Além disso, a luz é mais cognoscível do que as trevas, pois, segundo o Apóstolo (Ef 5,13), «tudo o que se manifesta é luz.» Ora, o pecado,…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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