Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que o furto nem sempre é pecado. Pois nenhum pecado é mandado por Deus, visto que está escrito (Ecle. 15,21): «A ninguém mandou ele fazer impiamente.» Contudo, achamos que Deus mandou o furto, pois está escrito (Êx. 12,35-36): «E os filhos de Israel fizeram como o Senhor tinha mandado a Moisés [Vulg.: 'como Moisés tinha mandado']... e despojaram os egípcios.» Logo, o furto nem sempre é pecado. Objeção 2: Ademais, se alguém acha uma coisa que não é sua e a toma, parece cometer furto, pois toma a propriedade alheia. Todavia, isto parece lícito segundo a equidade natural, como sustentam os juristas [*V. loc. cit. na Resposta]. Logo, parece que o furto nem sempre é pecado. Objeção 3: Ademais, aquele que toma o que é seu não parece pecar, porque não age contra a justiça, poi…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274
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