Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que a oração não deve ser contínua. Está escrito (Mt 6,7): «Quando orardes, não faleis muito.» Ora, quem ora muito tempo precisa falar muito, especialmente se sua oração for vocal. Logo, a oração não deve ser longa. Objeção 2: Ademais, a oração exprime o desejo. Ora, o desejo é tanto mais santo quanto mais se concentra numa só coisa, conforme o Sl 26,4: «Uma só coisa pedi ao Senhor, esta buscarei.» Portanto, quanto mais breve a oração, tanto mais aceitável a Deus. Objeção 3: Ademais, parece errado transgredir os limites fixados por Deus, especialmente nas coisas que tocam o culto divino, segundo Êx 19,21: «Carrega o povo, para que não tenham ânimo de passar os limites para ver o Senhor, e pereça uma grande multidão deles.» Ora, Deus nos fixou os limites da oração ao ins…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 14 · c. 1225–1274
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