Referência

Gl 5, 20

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Autores distintos

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Matos Soares

20a idolatria os malefícios, as inimizades, as contendas, as invejas, as iras, as rixas, as discórdias, as seitas,

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a heresia não é propriamente acerca das matérias de fé. Porque, assim como há heresias e seitas entre os cristãos, assim também houve entre os judeus e fariseus, como observa Isidoro (Etim. VIII, 3,4,5). Ora, as suas dissensões não eram acerca de matérias de fé. Logo, a heresia não é acerca de matérias de fé, como se estas fossem a sua matéria própria. Objeção 2: Além disso, a matéria da fé é a coisa crida. Ora, a heresia não é apenas acerca de coisas, mas também de obras e de interpretações da Sagrada Escritura. Pois Jerônimo, sobre Gálatas 5,20, diz que «quem quer que exponha as Escrituras em sentido diverso do Espírito Santo por quem foram escritas, pode ser chamado herege, ainda que não tenha deixado a Igreja»; e noutro lugar diz que «as heresias nascem de palavr…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1.** Parece que a paz é uma virtude. Porque nada é matéria de preceito, senão o ato de virtude. Ora, há preceitos acerca de guardar a paz, como: "Tende paz entre vós" (Mc 9,49). Logo, a paz é uma virtude. **Objeção 2.** Demais, não merecemos senão por atos de virtude. Ora, é meritório guardar a paz, conforme Mt 5,9: "Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus." Logo, a paz é uma virtude. **Objeção 3.** Demais, os vícios opõem-se às virtudes. Ora, as dissensões, contrárias à paz, são contadas entre os vícios (Gl 5,20). Logo, a paz é uma virtude. **Em contrário,** a virtude não é o fim último, mas a via para ele. Ora, a paz é, de certo modo, o fim último, como diz Agostinho (De Civ. Dei, XIX, 11). Logo, a paz não é uma virtude. **Respondo.** Como se diss…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a discórdia não é pecado. Porque discordar do próximo é separar-se da vontade alheia. Mas isso não parece ser pecado, porque só a vontade de Deus, e não a do próximo, é a regra da nossa vontade. Logo, a discórdia não é pecado. Objeção 2: Ademais, quem induz outrem a pecar, também ele peca. Ora, parece que não é pecado incitar outros à discórdia, pois está escrito (Atos 23, 6) que Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus e a outra de fariseus, clamou no conselho: "Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus; pela esperança e ressurreição dos mortos sou chamado a juízo. E, tendo dito isto, houve dissensão entre os fariseus e os saduceus." Logo, a discórdia não é pecado. Objeção 3: Ademais, o pecado, especialmente o mortal, não se encontra num homem santo. Ora…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a contenda não é pecado mortal. Porque nos homens espirituais não há pecado mortal; e, contudo, neles se encontra a contenda, segundo Lc 22, 24: "Houve também contenda entre" os discípulos de Jesus, "sobre qual deles parecia ser o maior." Logo, a contenda não é pecado mortal. Objeção 2: Ademais, nenhum homem bem disposto deve comprazer-se em que o seu próximo cometa pecado mortal. Ora, o Apóstolo diz (Fl 1, 17): "Uns por contenda anunciam a Cristo", e depois (Fl 1, 18): "Nisto me regozijo, e me regozijarei." Logo, a contenda não é pecado mortal. Objeção 3: Ademais, acontece que as pessoas contendem, ou nos tribunais ou nas disputas, sem qualquer intenção maldosa e com boa intenção, como, por exemplo, os que contendem disputando com os hereges. Donde uma glosa a 1 Re…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a rixa não é sempre pecado. Pois a rixa parece ser uma espécie de contenda; por isso Isidoro diz (Etim. X) que a palavra «rixoso» deriva do «rictu» (focinho) do cão, porque o homem rixoso está sempre pronto a contradizer; deleita-se na briga e provoca a contenda. Ora, a contenda não é sempre pecado. Logo, nem a rixa. **Objeção 2:** Ademais, está relatado (Gn 26,21) que os servos de Isaac cavaram outro poço, «e por esse também contenderam». Ora, não é crível que a família de Isaac contendesse publicamente sem ser repreendida por ele, se isso fosse pecado. Portanto, a rixa não é pecado. **Objeção 3:** Ademais, a rixa parece ser uma guerra entre particulares. Ora, a guerra nem sempre é pecaminosa. Logo, a rixa nem sempre é pecado. **Em contrário,** as rixas são co…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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