Santo Tomás de Aquino
**Objeção 1:** Parece que a multiplicidade e distinção das coisas não procede de Deus. Porque o uno naturalmente sempre produz um. Mas Deus é sumamente uno, como se vê do que precede (Q. 11, a. 4). Logo, não produz senão um efeito. **Objeção 2:** Demais, a representação é assimilada ao seu exemplar. Ora, Deus é a causa exemplar do seu efeito, como foi dito acima (Q. 44, a. 3). Logo, sendo Deus uno, o seu efeito é uno somente, e não diverso. **Objeção 3:** Demais, os meios são proporcionais ao fim. Ora, o fim da criação é um — a saber, a bondade divina, como se mostrou acima (Q. 44, a. 4). Logo, o efeito de Deus é uno. **Ao contrário,** está escrito (Gn 1,4.7) que Deus "dividiu a luz das trevas" e "dividiu as águas das águas". Logo, a distinção e a multiplicidade das coisas vêm de Deus.…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274
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