Referência

Gn 2, 16

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Matos Soares

16E deu-lhe este preceito, dizendo: Come de todas as árvores do paraíso,

Matos Soares · domínio público

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Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que, no estado de inocência, o homem não necessitava de alimento. Pois o alimento é necessário ao homem para restaurar o que perdeu. Mas o corpo de Adão não sofria perda alguma, por ser incorruptível. Logo, ele não tinha necessidade de alimento. **Objeção 2:** Demais, o alimento é necessário para a nutrição. Ora, a nutrição envolve passibilidade. Sendo, pois, o corpo do homem impassível, não se vê como o alimento lhe poderia ser necessário. **Objeção 3:** Demais, necessitamos do alimento para a conservação da vida. Mas Adão podia conservar a vida de outro modo; pois, se não houvera pecado, não teria morrido. Logo, não necessitava de alimento. **Objeção 4:** Demais, o consumo de alimento envolve a excreção do supérfluo, o que parece inconveniente ao estado de inocên…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a virgindade é ilícita. Porque tudo o que é contrário a um preceito da lei natural é ilícito. Ora, assim como as palavras de Gn 2,16: «De toda a árvore que está no paraíso, comerás» indicam um preceito da lei natural, no que concerne à conservação do indivíduo, assim também as palavras de Gn 1,28: «Crescei e multiplicai-vos, e enchei a terra» exprimem um preceito da lei natural, no que concerne à conservação da espécie. Logo, assim como seria pecado abster-se de todo alimento, porque isso seria obrar contra o bem do indivíduo, assim também é pecado abster-se totalmente do ato de procriação, porque isso é obrar contra o bem da espécie. Objeção 2: Ademais, tudo o que se desvia do meio-termo da virtude é aparentemente pecaminoso. Ora, a virgindade desvia-se do meio-term…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

29. Mas deve-se saber que nunca se deve cometer um pecado por obediência, mas que às vezes uma boa obra que está sendo feita deve, por obediência, ser abandonada. Pois a árvore no Paraíso não era má, a qual Deus ordenou ao homem que não tocasse. Mas para que o homem, que foi criado retamente, pudesse melhor crescer pelo mérito da obediência, foi justo que Ele lhe proibisse até mesmo o que era bom; para que sua conduta fosse mais verdadeiramente virtude, quanto mais humildemente ele mostrasse que estava sujeito ao seu Criador, abstendo-se do que era bom. Mas deve-se observar que ali está dito: Comei de toda árvore do paraíso, mas não toqueis na árvore da ciência do bem e do mal. [Gên. 2, 16. 17.] Pois é necessário que aquele que proíbe aos que lhe estão sujeitos uma coisa boa, conceda muita…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 29 · c. 540–604

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