Referência

Gn 22, 18

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Matos Soares

18e na tua descendência serão benditas todas as nações da terra, porque obedeceste à minha voz.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São João Crisóstomo

Mas por que não teria sido suficiente nomear um deles, só Davi, ou só Abraão? Porque a promessa havia sido feita a ambos de que Cristo nasceria da sua semente. A Abraão: «E na tua semente serão benditas todas as nações da terra.» [Gn 22,18] A Davi: «Do fruto do teu ventre porei sobre o teu trono.» [Sl 137,11] Portanto, Ele chama Cristo Filho de ambos, para mostrar que n’Ele se cumpriu a promessa a ambos. Também porque Cristo havia de ter três dignidades: Rei, Profeta, Sacerdote; mas Abraão foi profeta e sacerdote; sacerdote, como Deus lhe diz no Gênesis: «Toma uma novilha;» [Gn 15,9] profeta, como o Senhor disse a Abimeleque acerca dele: «Ele é profeta, e orará por ti.» [Gn 20,7] Davi foi rei e profeta, mas não sacerdote. Assim Ele é expressamente chamado filho de ambos, para que a tríplic…

São João Crisóstomo · c. 347–407

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que Cristo não tomou carne da descendência de Davi. Mas José não era pai de Cristo, como se mostrou acima (Q. 28, art. 1, ad 1,2). Logo, parece que Cristo não descendeu de Davi. Ora, Maria, Mãe de Cristo, é chamada prima de Isabel, que era filha de Aarão, como é claro por Lc. 1,5.36. Portanto, sendo Davi da tribo de Judá, como se mostra em Mt. 1, parece que Cristo não descendeu de Davi. (Jr. 22,30): «Escreve este homem estéril… porque não haverá homem da sua descendência que se assente sobre o trono de Davi.» Ao passo que de Cristo está escrito (Is. 9,7): «Ele se assentará sobre o trono de Davi.» Logo, Cristo não foi da descendência de Jeconias; nem, consequentemente, da família de Davi, visto que Mateus traça a genealogia desde Davi por Jeconias. **Em contrário,** e…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a circuncisão foi instituída de modo inconveniente. Pois, como se disse acima (A[1]), na circuncisão se fazia uma profissão de fé. Ora, ninguém jamais pôde ser libertado do pecado do primeiro homem senão pela fé na Paixão de Cristo, segundo Rom. 3, 25: «O qual Deus propôs como propiciação, pela fé no seu sangue.» Logo, a circuncisão deveria ter sido instituída logo após o pecado do primeiro homem, e não no tempo de Abraão. Objeção 2: Além disso, na circuncisão o homem professava guardar a Antiga Lei, assim como no Batismo professa guardar a Nova Lei; por isso o Apóstolo diz (Gal. 5, 3): «Testifico... a todo homem que se circuncida, que é devedor de cumprir toda a Lei.» Ora, a observância da Lei não foi promulgada no tempo de Abraão, mas antes no tempo de Moisés. Logo…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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