Santo Tomás de Aquino
**Objeção 1.** Parece que não pode haver desespero sem incredulidade. Porque a certeza da esperança deriva da fé; e, enquanto a causa permanece, o efeito não é destruído. Logo, o homem não pode perder a certeza da esperança, desesperando-se, a menos que sua fé seja removida. **Objeção 2.** Ademais, preferir a própria culpa à misericórdia e bondade de Deus é negar a infinitude da bondade e misericórdia divinas, e assim cheira a incredulidade. Ora, quem quer que desespere prefere a sua própria culpa à divina misericórdia e bondade, segundo Gênesis 4,13: "Maior é a minha iniquidade do que a que eu possa merecer perdão." Portanto, todo aquele que desespera é um incrédulo. **Objeção 3.** Além disso, quem cai em uma heresia condenada é um incrédulo. Ora, aquele que desespera parece cair em uma…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274
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