Referência

Hb 10, 29

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Matos Soares

29imaginai vós quanto maiores tormentos merecerá o que tiver calcado aos pés o Filho de Deus, tiver considerado como profano o sangue da aliança, com que foi santificado, e tiver ultrajado o Espírito da graça!

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a incredulidade não é o maior dos pecados. Pois Agostinho diz (De Bapt. contra Donat. iv, 20): “Eu hesitaria em decidir se um católico muito perverso deve ser preferido a um herege, em cuja vida nada se encontra repreensível além do fato de ser herege.” Ora, um herege é um incrédulo. Logo, não devemos afirmar absolutamente que a incredulidade é o maior dos pecados. Objeção 2: Além disso, aquilo que diminui ou desculpa um pecado não parece ser o maior dos pecados. Ora, a incredulidade desculpa ou diminui o pecado: pois o Apóstolo diz (1 Tm 1,12‑13): “Eu, que antes fui blasfemo, e perseguidor, e injurioso; porém alcancei misericórdia… porque o fiz com ignorância na incredulidade.” Portanto, a incredulidade não é o maior dos pecados. Objeção 3: Ademais, o maior pecado…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Artigo 3 – Se o Batismo deve ser adiado.** **Objeção 1:** Parece que o Batismo deve ser adiado. Pois o Papa Leão diz (Epíst. xvi): “Duas estações”, isto é, a Páscoa e o Pentecostes, “são fixadas pelo Pontífice Romano para a celebração do Batismo. Por isso exortamos a vossa Beatitude a não acrescentar outros dias a este costume.” Portanto, parece que o Batismo não deve ser conferido imediatamente, mas adiado até as referidas estações. **Objeção 2:** Ademais, lemos nos decretos do Concílio de Ágde (Cân. xxxiv): “Se judeus, cuja má fé muitas vezes ‘volta ao vômito’, desejarem submeter-se à Lei da Igreja Católica, entrem por oito meses no pórtico da igreja com os catecúmenos; e, se forem encontrados em boa fé, então, finalmente, mereçam a graça do Batismo.” Logo, os homens não devem ser ba…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que os primeiros movimentos da sensualidade nos infiéis são pecados mortais. Pois o Apóstolo diz (Rom. 8:1) que "nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne": e ele fala ali da concupiscência da sensualidade, como se vê pelo contexto (Rom. 7). Logo, a razão pela qual a concupiscência não é matéria de condenação para aqueles que não andam segundo a carne, i.e., que não consentem à concupiscência, é porque estão em Cristo Jesus. Mas os infiéis não estão em Cristo Jesus. Logo, nos infiéis isto é matéria de condenação. Portanto, os primeiros movimentos dos infiéis são pecados mortais. Objeção 2: Ademais, Anselmo diz (De Gratia et Lib. Arb. vii): "Aqueles que não estão em Cristo, quando sentem o aguilhão da carne, seguem o camin…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que um religioso não peca mais gravemente do que um secular pelo mesmo tipo de pecado. Pois está escrito (2 Paralipómenos 30:18-19): «O Senhor, que é bom, usará de misericórdia para com todos aqueles que buscam o Senhor Deus de seus pais de todo o coração, e não lhes imputará que não estejam santificados.» Ora, os religiosos aparentemente seguem o Senhor Deus de seus pais de todo o coração mais do que os seculares, os quais em parte se entregam a Deus com seus bens e em parte reservam para si, como diz Gregório Magno (Hom. xx in Ezech.). Portanto, parece que lhes é menos imputado se falham um pouco na sua santificação. Objeção 2: Ademais, Deus se ira menos com os pecados de um homem se ele pratica algumas boas obras, segundo 2 Paralipómenos 19:2-3: «Tu ajudas os ímpios,…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 10 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que os primeiros movimentos da sensualidade nos infiéis são pecados mortais. Pois o Apóstolo diz (Rom. 8:1) que "não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne"; e ele fala aí da concupiscência da sensualidade, como aparece pelo contexto (Rom. 7). Logo, a razão pela qual a concupiscência não é motivo de condenação para aqueles que não andam segundo a carne, i.e., consentindo à concupiscência, é porque estão em Cristo Jesus. Ora, os infiéis não estão em Cristo Jesus. Logo, nos infiéis isto é motivo de condenação. Portanto, os primeiros movimentos dos infiéis são pecados mortais. Objeção 2: Ademais, Anselmo diz (Sobre a Graça e o Livre Arbítrio vii): "Aqueles que não estão em Cristo, quando sentem o aguilhão da carne, seguem o caminho da…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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