Referência

Hb 12, 2

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Trechos nesta página

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Autores distintos

1

Matos Soares

2pondo os olhos no autor e consumador da fé, Jesus, o qual, tendo-lhe sido proposto gozo, sofreu a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está sentado à direita do trono de Deus.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Artigo 3 – Se houve fé em Cristo.** **Objeção 1:** Parece que houve fé em Cristo. Pois a fé é virtude mais nobre que as virtudes morais, como a temperança e a liberalidade. Ora, estas existiam em Cristo, como se afirmou acima (a. 2). Logo, com muito mais razão houve fé n’Ele. **Objeção 2:** Ademais, Cristo não ensinou virtudes que Ele mesmo não possuísse, conforme Atos 1,1: “Jesus começou a fazer e a ensinar”. Mas de Cristo se diz (Heb. 12,2) que Ele é “o autor e consumador da nossa fé”. Logo, houve fé n’Ele antes de todos os outros. **Objeção 3:** Além disso, tudo o que é imperfeito é excluído dos bem-aventurados. Ora, nos bem-aventurados há fé; pois sobre Rom. 1,17: “A justiça de Deus se revela nele de fé em fé”, uma glosa diz: “Da fé das palavras e da esperança para a fé das coisas…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que na alma de Cristo houve um só hábito de conhecimento. Porque, quanto mais perfeito é o conhecimento, tanto mais uno é; donde os anjos superiores entendem por formas mais universais, como se disse na I Parte, Q. 55, A. 3. Ora, o conhecimento de Cristo era perfeitíssimo. Logo, era sumamente uno. Portanto, não se distinguia por vários hábitos. **Objeção 2:** Ademais, a nossa fé deriva do conhecimento de Cristo; donde está escrito (Hebreus 12,2): «Olhando para Jesus, autor e consumador da fé.» Ora, há um só hábito de fé acerca de todas as coisas cridas, como se disse na II-II Parte, Q. 4, A. 6. Logo, muito mais houve um só hábito de conhecimento em Cristo. **Objeção 3:** Ademais, o conhecimento distingue-se pelas diversas formalidades das coisas cognoscíveis. Ora, a…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que Cristo não devia ter sido tentado no deserto. Porque Cristo quis ser tentado para nos dar exemplo, como se disse acima (A[1]). Mas o exemplo deve ser posto abertamente diante daqueles que hão de segui-lo. Logo, não devia ter sido tentado no deserto. Objeção 2: Ademais, Crisóstomo diz (Hom. xii in Matth.): "Então, mais especialmente, o diabo nos assalta tentando-nos, quando nos vê sós. Assim tentou a mulher no princípio, quando a encontrou separada do marido." Donde parece que, indo ao deserto para ser tentado, Ele se expôs à tentação. Portanto, já que a sua tentação é um exemplo para nós, parece que também os outros devem tomar tais medidas que os levem à tentação. E contudo isto parece coisa perigosa de fazer, pois antes devemos evitar a ocasião de ser tentados. Ob…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que Cristo não devia ter operado milagres. Porque as obras de Cristo deviam ser conformes às suas palavras. Mas Ele próprio disse (S. Mateus 16,4): «Uma geração má e adúltera pede um sinal; e não lhe será dado sinal, senão o sinal do profeta Jonas.» Logo, não devia ter operado milagres. Objeção 2: Além disso, assim como Cristo, na sua segunda vinda, há de vir «com» grande poder e majestade, como está escrito (S. Mateus 24,30), assim na sua primeira vinda veio em fraqueza, segundo (Isaías 53,3): «Varão de dores, e experimentado em fraquezas.» Ora, a operação de milagres pertence ao poder, não à fraqueza. Logo, não convinha que operasse milagres na sua primeira vinda. Objeção 3: Além disso, Cristo veio para salvar os homens pela fé, segundo (Hebreus 12,2): «Olhando para J…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que Cristo não devia ter sofrido na cruz. Porque a verdade deve conformar-se à figura. Ora, em todos os sacrifícios do Antigo Testamento que prefiguravam a Cristo, as bestas eram mortas à espada e depois consumidas pelo fogo. Logo, parece que Cristo não devia sofrer na cruz, mas antes pela espada ou pelo fogo. **Objeção 2:** Além disso, Damasceno diz (De Fide Orth. iii) que Cristo não devia assumir "aflições desonrosas". Ora, a morte na cruz era mui desonrosa e ignominiosa; por isso está escrito (Sab. 2,20): "Condenemo-lo a uma morte mui vergonhosa." Portanto, parece que Cristo não devia sofrer a morte da cruz. **Objeção 3:** Demais, foi dito de Cristo (Mat. 21,9): "Bendito o que vem em nome do Senhor." Ora, a morte na cruz era morte de maldição, como lemos em Deut.…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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