Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que a bem-aventurança eterna não é o objeto próprio da esperança. Pois o homem não espera aquilo que excede todo movimento da alma, visto que a própria esperança é um movimento da alma. Ora, a bem-aventurança eterna excede todo movimento da alma humana, porque o Apóstolo diz (1 Cor 2,9) que ela não «subiu ao coração do homem». Logo, a bem-aventurança não é o objeto próprio da esperança. Objeção 2: Além disso, a oração é uma expressão da esperança, pois está escrito (Sl 36,5): «Encomenda ao Senhor o teu caminho, e espera nele, e ele tudo fará.» Ora, é lícito ao homem pedir a Deus não só a bem-aventurança eterna, mas também os bens, tanto temporais como espirituais, da vida presente, e, como se vê pela Oração Dominical, ser livre dos males que já não existirão na bem-avent…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274
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