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Is 11, 2

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18

Autores distintos

2

Matos Soares

2Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de ciência e de piedade.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

18

Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Gregório Magno

Mas o nosso Redentor, vindo na carne, uniu as Plêiades; porque possuiu as operações do Espírito septiforme de uma só vez, e permanecendo em Si mesmo. Dele diz Isaías: *Sairá uma vara da raiz de Jessé, e uma flor subirá da sua raiz; e repousará sobre Ele o Espírito do Senhor, espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de ciência e de piedade, e enchê-lo-á o espírito do temor do Senhor.* [Isaías 11, 1-3] Dele diz Zacarias: *Sobre uma pedra são sete olhos.* [Zac. 3, 9] E ainda: *E sobre o candelabro de ouro sete lâmpadas.* [ib. 4, 2] Mas nenhum homem jamais possuiu todas as operações do Espírito Santo de uma só vez, exceto o único Mediador entre Deus e os homens, [1 Tim. 2, 5] do Qual é o mesmo Espírito, que procede do Pai [ver Nota ao final do Livr…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 74 · c. 540–604

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que esta doutrina não é a mesma que a sabedoria. Porque nenhuma doutrina que toma emprestados seus princípios é digna do nome de sabedoria; visto que o sábio dirige, e não é dirigido (Metaf. i). Ora, esta doutrina toma emprestados seus princípios. Logo, esta ciência não é sabedoria. Objeção 2: Ademais, é próprio da sabedoria provar os princípios das outras ciências. Por isso é chamada a principal das ciências, como é claro na Ética vi. Ora, esta doutrina não prova os princípios das outras ciências. Logo, não é a mesma que a sabedoria. Objeção 3: Além disso, esta doutrina é adquirida pelo estudo, enquanto a sabedoria é adquirida pela inspiração de Deus; de modo que é enumerada entre os dons do Espírito Santo (Is. 11,2). Logo, esta doutrina não é a mesma que a sabedoria.…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a fé não é uma. Pois, assim como a fé é um dom de Deus, segundo Efésios 2,8, também a sabedoria e a ciência são enumeradas entre os dons de Deus, segundo Isaías 11,2. Ora, a sabedoria e a ciência diferem nisto: que a sabedoria é acerca das coisas eternas, e a ciência, acerca das temporais, como Agostinho afirma (De Trin. XII, 14-15). Visto que, pois, a fé é acerca das coisas eternas, e também acerca de algumas temporais, parece que a fé não é uma virtude, mas dividida em várias partes. Objeção 2: Além disso, a confissão é um ato de fé, como foi dito acima (Q. 3, art. 1). Ora, a confissão da fé não é uma e a mesma para todos: pois o que nós confessamos como passado, os antigos padres confessaram como ainda por vir, como se vê em Isaías 7,14: «Eis que uma virgem conceb…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

38. Pois nascem-nos sete filhos quando, pela conceção do bom intento, as sete virtudes do Espírito Santo brotam em nós. Assim o Profeta particulariza esta descendência interior, quando o Espírito torna a mente fecunda, com estas palavras: *E repousará sobre Ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de ciência e de piedade, e o espírito do temor do Senhor o encherá.* [Isa. 11, 2] Assim, quando pela vinda do Espírito Santo se engendra em cada um de nós "sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor do Senhor", algo como uma perpétua posteridade é gerada na mente, que conserva o tronco da nossa nobreza que está acima para a vida, por tanto mais tempo quanto mais a alia ao amor da eternidade.…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 38 · c. 540–604

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Pareceria que o entendimento não é um dom do Espírito Santo. Pois os dons da graça distinguem-se dos dons da natureza, uma vez que são dados em acréscimo a estes. Ora o entendimento é um hábito natural da alma, pelo qual os princípios evidentes por si são conhecidos, como se diz na Ética vi, 6. Logo não deve ser contado entre os dons do Espírito Santo. Objeção 2: Ademais, os dons divinos são comunicados às criaturas segundo a sua capacidade e modo, como diz Dionísio (Div. Nom. iv). Ora o modo da natureza humana é conhecer a verdade, não simplesmente (o que é sinal de entendimento), mas discursivamente (o que é sinal de razão), como explica Dionísio (Div. Nom. vii). Logo o conhecimento divino que é concedido ao homem deve ser chamado dom da razão antes que dom do entendimento.…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que na alma assumida pelo Verbo não houve graça habitual. Porque a graça é uma certa participação da Divindade pela criatura racional, conforme 2 Ped. 1,4: “Por Ele nos deu grandes e preciosas promessas, para que por elas vos torneis participantes da Natureza Divina.” Ora, Cristo é Deus não por participação, mas em verdade. Logo, não houve n’Ele graça habitual. **Objeção 2:** Ademais, a graça é necessária ao homem para que opere bem, conforme 1 Cor. 15,10: “Trabalhei mais abundantemente que todos eles; porém não eu, mas a graça de Deus comigo”; e para que alcance a vida eterna, conforme Rom. 6,23: “A graça de Deus (é) a vida eterna.” Ora, a herança da vida eterna era devida a Cristo pelo simples fato de ser Ele o Filho natural de Deus; e pelo fato de ser o Verbo, por…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o dom de entendimento não é distinto dos outros dons. Pois não há distinção entre aquelas coisas cujos contrários não são distintos. Ora, “a sabedoria é contrária à estultícia, o entendimento é contrário ao torpor, o conselho é contrário à temeridade, a ciência é contrária à ignorância”, como diz Gregório (Moral. ii, 49). Mas parece não haver diferença entre estultícia, torpor, ignorância e temeridade. Logo, também o entendimento não difere dos outros dons. Objeção 2: Além disso, a virtude intelectual do entendimento difere das outras virtudes intelectuais por ser próprio dela versar sobre princípios por si mesmos evidentes. Ora, o dom de entendimento não versa sobre princípios por si mesmos evidentes, pois o hábito natural dos primeiros princípios basta para aquelas…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a ciência não é um dom. Pois os dons do Espírito Santo superam a faculdade natural. Ora, a ciência implica um efeito da razão natural, pois o Filósofo diz (Poster. i, 2) que uma “demonstração é um silogismo que produz ciência.” Logo, a ciência não é um dom do Espírito Santo. Objeção 2: Além disso, os dons do Espírito Santo são comuns a todas as pessoas santas, como foi dito acima (Q[8], A[4]; FS, Q[68], A[5]). Ora, Agostinho diz (De Trin. xiv, 1) que “muitos dos fiéis carecem de ciência, embora tenham fé.” Logo, a ciência não é um dom. Objeção 3: Além disso, os dons são mais perfeitos que as virtudes, como foi dito acima (FS, Q[68], A[8]). Logo, um só dom basta para a perfeição de uma virtude. Ora, o dom de entendimento corresponde à virtude da fé, como foi dito aci…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Pareceria que, por este conhecimento, Cristo não conhecia todas as coisas. Pois este conhecimento está impresso em Cristo para a perfeição do intelecto passivo. Ora, o intelecto passivo da alma humana não parece estar em potência para todas as coisas simplesmente, mas somente para aquelas a respeito das quais pode ser reduzido a ato pelo intelecto agente, que é o seu motor próprio; e estas são cognoscíveis pela razão natural. Logo, por este conhecimento, Cristo não conhecia o que excedia a razão natural. **Objeção 2:** Ademais, os fantasmas estão para o intelecto humano como as cores para a vista, como se diz no livro *Da Alma* III, 18,31,39. Ora, não pertence à perfeição da potência visiva conhecer o que é sem cor. Logo, não pertence à perfeição do intelecto humano conhece…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a sabedoria não deve ser contada entre os dons do Espírito Santo. Pois os dons são mais perfeitos que as virtudes, como se afirmou acima (I-II, Q. 68, A. 8). Ora, a virtude é dirigida somente ao bem, razão pela qual Agostinho diz (De Livre Arbítrio, II, 19) que "ninguém faz mau uso das virtudes". Muito mais, portanto, os dons do Espírito Santo são dirigidos somente ao bem. Mas a sabedoria também se dirige ao mal, pois está escrito (Tiago 3,15) que certa sabedoria é "terrena, animal, diabólica". Logo, a sabedoria não deve ser contada entre os dons do Espírito Santo. Objeção 2: Ademais, segundo Agostinho (De Trindade, XII, 14), "a sabedoria é o conhecimento das coisas divinas". Ora, o conhecimento das coisas divinas que o homem pode adquirir por suas dotações naturais…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o conselho não deve ser contado entre os dons do Espírito Santo. Os dons do Espírito Santo são dados como auxílio às virtudes, segundo Gregório (Moral. ii, 49). Ora, para o ato de aconselhar-se, o homem é suficientemente aperfeiçoado pela virtude da prudência, ou mesmo da *euboulia* (bem deliberar), como é evidente pelo que foi dito (Q. 47, a. 1, ad 2; Q. 51, aa. 1,2). Logo, o conselho não deve ser contado entre os dons do Espírito Santo. **Objeção 2:** Ademais, a diferença entre os sete dons do Espírito Santo e as graças gratuitas parece ser que estas não são dadas a todos, mas são distribuídas entre várias pessoas, enquanto os dons do Espírito Santo são dados a todos os que têm o Espírito Santo. Ora, o conselho parece ser uma daquelas coisas que são dadas pelo…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que os dons não diferem das virtudes. Pois Gregório, comentando Jó 1,2: "Nasceram-lhe sete filhos", diz (Moral. i, 12): "Nascem-nos sete filhos, quando, pela conceção do pensamento celeste, as sete virtudes do Espírito Santo nascem em nós"; e cita as palavras de Is. 11,2-3: "E o Espírito... de entendimento... repousará sobre ele", etc., onde os sete dons do Espírito Santo são enumerados. Portanto, os sete dons do Espírito Santo são virtudes. **Objeção 2:** Ademais, Agostinho, comentando Mt. 12,45: "Então vai e toma consigo outros sete espíritos", etc., diz (De Quaest. Evang. i, qu. 8): "Os sete vícios se opõem às sete virtudes do Espírito Santo", isto é, aos sete dons. Ora, os sete vícios se opõem às sete virtudes, como comumente chamadas. Logo, os dons não diferem d…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Pareceria que os dons do Espírito Santo não são hábitos. Porque um hábito é uma qualidade permanente no homem, definida como “uma qualidade difícil de remover”, como se diz nos *Predicamentos* (Cat. vi). Ora, é próprio de Cristo que os dons do Espírito Santo repousem n’Ele, como está escrito em Is 11,2-3: “Aquele sobre Quem vires descer o Espírito e permanecer sobre Ele, Esse é o que batiza”; sobre o que Gregório comenta assim (Moral. ii, 27): “O Espírito Santo vem sobre todos os fiéis; mas, de modo singular, habita sempre no Mediador.” Logo, os dons do Espírito Santo não são hábitos. Objeção 2: Ademais, os dons do Espírito Santo aperfeiçoam o homem enquanto ele é movido pelo Espírito de Deus, como acima se estabeleceu (AA[1],2). Ora, enquanto o homem é movido pelo Espírito de…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que os sete dons do Espírito Santo são enumerados inadequadamente. Pois nessa enumeração quatro são apresentados como correspondentes às virtudes intelectuais, a saber: sabedoria, entendimento, ciência e conselho, que corresponde à prudência; enquanto nada é apresentado correspondente à arte, que é a quinta virtude intelectual. Além disso, algo é incluído correspondente à justiça, a saber, a piedade, e algo correspondente à fortaleza, a saber, o dom da fortaleza; ao passo que nada há correspondente à temperança. Logo, os dons são enumerados insuficientemente. Objeção 2: Ademais, a piedade é uma parte da justiça. Mas nenhuma parte da fortaleza é atribuída para corresponder a ela, e sim a própria fortaleza. Logo, dever-se-ia ter estabelecido a própria justiça, e não a pied…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a fortaleza não é um dom. Porque as virtudes diferem dos dons; e a fortaleza é uma virtude. Logo não deve ser contada como dom. Objeção 2: Ademais, os atos dos dons permanecem no céu, como se disse acima (I-II, Q. 68, A. 6). Ora, o ato da fortaleza não permanece no céu; pois Gregório diz (Moral. i) que “a fortaleza anima os tímidos contra as dificuldades, as quais de todo faltarão no céu”. Logo a fortaleza não é um dom. Objeção 3: Ademais, Agostinho diz (De Doctr. Christ. ii) que “é sinal de fortaleza desprender-se de todos os prazeres mortais do espetáculo passageiro”. Ora, os prazeres e deleites nocivos pertencem à temperança mais do que à fortaleza. Logo parece que a fortaleza não é o dom correspondente à virtude da fortaleza. Ao contrário, a fortaleza é contada…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que os dons não diferem das virtudes. Pois Gregório, comentando Jó 1,2: «Nasceram-lhe sete filhos», diz (Moral. i, 12): «Nascem-nos sete filhos, quando, pela conceção do pensamento celeste, as sete virtudes do Espírito Santo nascem em nós»; e cita as palavras de Is 11,2-3: «E o Espírito… de entendimento… repousará sobre ele», etc., onde os sete dons do Espírito Santo são enumerados. Logo, os sete dons do Espírito Santo são virtudes. Objeção 2: Ademais, Agostinho, comentando Mt 12,45: «Então vai e toma consigo outros sete espíritos», etc., diz (De Quaest. Evang. i, qu. 8): «Os sete vícios opõem-se às sete virtudes do Espírito Santo», isto é, aos sete dons. Ora, os sete vícios opõem-se às sete virtudes comumente assim chamadas. Logo, os dons não diferem das virtudes comume…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que os dons do Espírito Santo não são hábitos. Porque um hábito é uma qualidade permanente no homem, definida como "uma qualidade difícil de remover", conforme se diz nos Predicamentos (Categor. vi). Ora, é próprio de Cristo que os dons do Espírito Santo repousem n'Ele, como está escrito em Is. 11,2-3: "Aquele sobre quem tu vires o Espírito descer e permanecer sobre Ele, esse é o que batiza"; sobre estas palavras comenta Gregório (Moral. ii, 27): "O Espírito Santo vem sobre todos os fiéis; mas, de modo singular, habita sempre no Mediador." Portanto, os dons do Espírito Santo não são hábitos. Objeção 2: Ademais, os dons do Espírito Santo aperfeiçoam o homem conforme ele é movido pelo Espírito de Deus, como se disse acima (AA[1],2). Ora, na medida em que o homem é movido p…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que os sete dons do Espírito Santo são enumerados inadequadamente. Pois, nessa enumeração, quatro são estabelecidos correspondentes às virtudes intelectuais, a saber: sabedoria, entendimento, ciência e conselho, que corresponde à prudência; ao passo que nada é estabelecido correspondente à arte, que é a quinta virtude intelectual. Além disso, inclui-se algo correspondente à justiça, a saber, a piedade, e algo correspondente à fortaleza, a saber, o dom da fortaleza; enquanto nada há que corresponda à temperança. Logo, os dons são enumerados insuficientemente. **Objeção 2:** Ademais, a piedade é uma parte da justiça. Ora, nenhuma parte da fortaleza é atribuída para lhe corresponder, mas a própria fortaleza. Portanto, dever-se-ia ter estabelecido a justiça mesma, e não…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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