Referência

Is 11, 3

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Autores distintos

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Matos Soares

3E ele respirará o temor do Senhor. Não julgará pelo que se manifesta exteriormente à vista, nem decidirá sòmente pelo que ouve dizer.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Gregório Magno

Mas o nosso Redentor, vindo na carne, uniu as Plêiades; porque possuiu as operações do Espírito septiforme de uma só vez, e permanecendo em Si mesmo. Dele diz Isaías: *Sairá uma vara da raiz de Jessé, e uma flor subirá da sua raiz; e repousará sobre Ele o Espírito do Senhor, espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de ciência e de piedade, e enchê-lo-á o espírito do temor do Senhor.* [Isaías 11, 1-3] Dele diz Zacarias: *Sobre uma pedra são sete olhos.* [Zac. 3, 9] E ainda: *E sobre o candelabro de ouro sete lâmpadas.* [ib. 4, 2] Mas nenhum homem jamais possuiu todas as operações do Espírito Santo de uma só vez, exceto o único Mediador entre Deus e os homens, [1 Tim. 2, 5] do Qual é o mesmo Espírito, que procede do Pai [ver Nota ao final do Livr…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 74 · c. 540–604

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Santo Tomás de Aquino

**Objecção 1:** Parece que em Cristo não houve o dom do temor. Porque a esperança parece ser mais forte que o temor, visto que o objeto da esperança é o bem, e o do temor, o mal, como se disse acima (I-II, Q. 40, A. 1; I-II, Q. 42, A. 1). Ora, em Cristo não houve a virtude da esperança, como também se disse acima (A. 4). Logo, igualmente, não houve n'Ele o dom do temor. **Objecção 2:** Ademais, pelo dom do temor tememos ou ser separados de Deus — o que pertence ao temor casto — ou ser por Ele castigados, o que pertence ao temor servil, como diz Agostinho (In Joan. Tract. ix). Mas Cristo não temia ser separado de Deus pelo pecado, nem ser por Ele castigado por causa de culpa, pois Lhe era impossível pecar, como se dirá (Q. 15, AA. 1, 2). Ora, o temor não recai sobre o impossível. Logo, em…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

43. Pois veio entre os homens o Mediador entre Deus e os Homens, o Homem Cristo Jesus, para dar exemplo de vida, perfeito, no tocante ao seu rigor contra os espíritos malignos, reto, para exterminar a soberba, temente a Deus, e para apagar a impureza da vida nos Seus Eleitos, apartando-se do mal. Pois é dito d'Ele por Isaías de modo especial: E fá-lo-á entendido no temor do Senhor. E Ele se apartou do mal de modo especial, quem recusou imitar as ações que encontrava entre os homens, visto que, como Pedro testemunha, não cometeu pecado, nem se achou dolo na Sua boca. Segue-se: Vers. 9, 10. Então Satanás respondeu ao Senhor e disse: Acaso teme Jó a Deus debalde? Não o cercaste Tu, a ele, e à sua casa, e a tudo quanto tem, de todos os lados? Abençoaste a obra das suas mãos, e a sua possessão…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 43 · c. 540–604

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o temor não é um dom do Espírito Santo. Pois nenhum dom do Espírito Santo se opõe a uma virtude, que também vem do Espírito Santo; de outro modo, o Espírito Santo estaria em oposição a Si mesmo. Ora, o temor opõe-se à esperança, que é uma virtude. Logo, o temor não é um dom do Espírito Santo. **Objeção 2:** Ademais, é próprio de uma virtude teologal ter a Deus por objeto. Ora, o temor tem a Deus por objeto, enquanto Deus é temido. Logo, o temor não é um dom, mas uma virtude teologal. **Objeção 3:** Ademais, o temor nasce do amor. Ora, o amor é tido como virtude teologal. Logo, também o temor é virtude teologal, por estar, por assim dizer, conexo com a mesma matéria. **Objeção 4:** Ademais, Gregório diz (Moral. ii, 49) que "o temor é dado como remédio contra a s…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 9 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que não é lícito ao juiz proferir sentença contra a verdade que conhece, por causa de provas em contrário. Porque está escrito (Dt 17,9): «Virás aos sacerdotes da raça levítica, e ao juiz que naquele tempo for; e perguntar-lhes-ás, e eles te mostrarão a verdade do juízo.» Ora, algumas vezes se alegam certas coisas contra a verdade, como quando algo se prova por meio de testemunhas falsas. Logo, não é lícito ao juiz julgar segundo o que é alegado e provado em oposição à verdade que ele conhece. **Objeção 2:** Além disso, ao proferir sentença, o homem deve conformar-se ao juízo divino, pois «o juízo é de Deus» (Dt 1,17). Ora, «o juízo de Deus é segundo a verdade» (Rm 2,2), e de Cristo foi predito (Is 11,3-4): «Não julgará segundo a vista dos olhos, nem reprovará segund…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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