Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que nenhum pecado incorre em dívida de pena eterna. Porque a pena justa é igual à culpa, pois a justiça é igualdade; pelo que está escrito (Is 27,8): «Com medida contra medida, quando for rejeitado, o julgarás.» Ora, o pecado é temporal. Logo não incorre em dívida de pena eterna. Objeção 2: Ademais, «as penas são uma espécie de medicina» (Ética, II, 3). Ora, nenhuma medicina deve ser infinita, porque se ordena a um fim, e «o que se ordena a um fim não é infinito», como afirma o Filósofo (Política, I, 6). Logo nenhuma pena deve ser infinita. Objeção 3: Ademais, ninguém faz uma coisa sempre, a menos que nela se deleite por si mesma. Mas «Deus não tem prazer na perdição dos homens» [Vulg.: «dos viventes»]. Logo não infligirá pena eterna ao homem. Objeção 4: Ademais, nada…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274
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