Referência

Is 58, 3

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Autores distintos

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Matos Soares

3Para que jejuar, (dizem eles), se não olhas para nós? Para que humilhar as nossas almas, se não prestas atenção? É porque (responde Deus) no dia do vosso jejum tratais dos vossos negócios e oprimis todos os vossos trabalhadores.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Pareceria ilícito combater em dias santos. Pois os dias santos foram instituídos para que dediquemos o nosso tempo às coisas de Deus. Daí estarem incluídos na guarda do sábado prescrito em Ex. 20, 8: porque “sábado” se interpreta “descanso”. Ora, as guerras são cheias de inquietação. Logo, de modo nenhum é lícito combater em dias santos. **Objeção 2:** Ademais, certas pessoas são repreendidas (Is. 58, 3) porque nos dias de jejum exigiam o que lhes era devido, eram culpadas de contenda e de ferir com o punho. Muito mais, portanto, é ilícito combater em dias santos. **Objeção 3:** Ademais, nenhuma ação má deve ser praticada para evitar um dano temporal. Ora, combater em um dia santo parece ser, em si mesmo, uma ação má. Logo, ninguém deve combater em um dia santo, mesmo por…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o jejum não é um ato de virtude. Porque todo ato de virtude é agradável a Deus. Ora, o jejum nem sempre é agradável a Deus, conforme Is 58,3: "Por que jejuamos, e tu não o consideraste?" Logo, o jejum não é um ato de virtude. **Objeção 2:** Ademais, nenhum ato de virtude abandona o meio-termo da virtude. Ora, o jejum abandona o meio-termo da virtude, o qual, na virtude da abstinência, leva em conta a necessidade de suprir as exigências da natureza, pois pelo jejum algo é subtraído dela: do contrário, aqueles que não jejuam não teriam a virtude da abstinência. Portanto, o jejum não é um ato de virtude. **Objeção 3:** Ademais, aquilo que é comum a todos, tanto bons quanto maus, não é um ato de virtude. Ora, tal é o jejum, pois todo homem está jejuando antes de com…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Pareceria que o voto de obediência não é o principal dos três votos religiosos. Pois a perfeição da vida religiosa foi inaugurada por Cristo. Ora, Cristo deu um conselho especial de pobreza; ao passo que não se Lê que tenha dado um conselho especial de obediência. Portanto, o voto de pobreza é maior do que o voto de obediência. **Objeção 2:** Além disso, está escrito (Eclesiástico 26,20): "Nenhum preço é digno de uma alma continente." Ora, o voto daquilo que é mais digno é ele mesmo mais excelente. Logo, o voto de continência é mais excelente do que o voto de obediência. **Objeção 3:** Ademais, quanto maior um voto, tanto mais indispensável parece ser. Ora, os votos de pobreza e de continência "são tão inseparáveis da regra monástica, que nem mesmo o Sumo Pontífice pode pe…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 8 · c. 1225–1274

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