Referência

Tg 1, 17

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Autores distintos

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Matos Soares

17Toda a dádiva excelente, todo o dom perfeito vem do alto e desce do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem sombra de vicissitude.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Teofilacto de Ócrida

Porque Ele nos mostra que devemos atribuir a Deus tudo o que fazemos bem, e dizer-Lhe: «Toda a boa dádiva vem do alto» [Tiago 1,17] de Ti. Continua: «E Simão seguiu-O, e os que estavam com Ele.»

Teofilacto de Ócrida · c. 1055–1107

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que em Cristo não houve a plenitude da graça. Porque as virtudes procedem da graça, como foi dito acima (I-II, Q. 110, A. 4). Ora, em Cristo não houve todas as virtudes; pois nem a fé nem a esperança houve nEle, como foi demonstrado acima (AA. 3, 4). Logo, em Cristo não houve a plenitude da graça. Objeção 2: Ademais, como é claro pelo que foi dito acima (I-II, Q. 111, A. 2), a graça se divide em operante e cooperante. Ora, a graça operante significa aquela pela qual o ímpio é justificado, o que não tem lugar em Cristo, que nunca esteve sob pecado algum. Portanto, em Cristo não houve a plenitude da graça. Objeção 3: Além disso, está escrito (Tiago 1:17): "Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes." Ora, o que assim vem é possuído parcialm…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 9 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1.** Parece que a ciência de Deus é variável. Pois a ciência está para o cognoscível. Ora, tudo o que importa relação à criatura é atribuído a Deus a partir do tempo e varia segundo a variação das criaturas. Logo, a ciência de Deus é variável segundo a variação das criaturas. **Objeção 2.** Ademais, tudo o que Deus pode fazer, pode conhecer. Ora, Deus pode fazer mais do que faz. Logo, pode conhecer mais do que conhece. Assim, a sua ciência pode variar por aumento e diminuição. **Objeção 3.** Ademais, Deus conheceu que Cristo havia de nascer. Mas agora não conhece que Cristo há de nascer, porque Cristo não há de nascer no futuro. Logo, Deus não conhece tudo o que outrora conheceu; e portanto a ciência de Deus é variável. **Em contrário,** está escrito que em Deus «não há mudanç…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 15 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Pareceria que não é conveniente dizer que, quando Cristo foi batizado, o Espírito Santo desceu sobre Ele sob a forma de uma pomba. Porque o Espírito Santo habita no homem pela graça. Ora, a plenitude da graça estava no Homem-Cristo desde o início da sua conceição, porque Ele era o "Unigênito do Pai", como é claro pelo que foi dito acima (Q[7], A[12]; Q[34], A[1]). Logo, o Espírito Santo não deveria ter sido enviado a Ele no seu batismo. **Objeção 2:** Além disso, diz-se que Cristo "desceu" ao mundo no mistério da Encarnação, quando "se esvaziou a si mesmo, tomando a forma de servo" (Fl 2,7). Mas o Espírito Santo não se encarnou. Portanto, é inconveniente dizer que o Espírito Santo "desceu sobre Ele". **Objeção 3:** Além disso, aquilo que se realiza no nosso batismo deveria…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

63. E bem está dito: parou; pois toda criatura, por ser feita do nada e de si mesma tender ao nada, não tem a propriedade de permanecer, mas de correr para um fim. Mas uma criatura dotada de razão, por esta mesma circunstância de ser criada à imagem do seu Criador, é fixada para que não passe ao nada. Ora, nenhuma criatura irracional é jamais fixada, mas apenas, enquanto pelo serviço da sua aparência está completando a forma e a feição do universo, é demorada em passar. Pois, embora o céu e a terra permaneçam doravante e para sempre, ainda assim no tempo presente, por si mesmos, apressam-se para o nada; contudo, para o uso daqueles a quem servem, permanecem para ser mudados para melhor. «Permanecer» é, pois, atributo somente do Criador, por Quem todas as coisas passam, Ele mesmo nunca pass…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 63 · c. 540–604

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que não houve necessidade de sacramentos depois da vinda de Cristo. Pois a figura deve cessar com a chegada da verdade. Ora, «a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo» (Jo 1,17). Portanto, visto que os sacramentos são sinais ou figuras da verdade, parece que não houve necessidade de sacramentos depois da Paixão de Cristo. **Objeção 2:** Demais. Os sacramentos consistem em certos elementos, como se disse acima (Q. 60, A. 4). Ora, o Apóstolo diz (Gl 4,3-4) que «quando éramos meninos, estávamos servindo debaixo dos elementos do mundo»; mas que agora, «chegada a plenitude dos tempos», já não somos meninos. Logo, parece que não devemos servir a Deus debaixo dos elementos deste mundo, usando de sacramentos corporais. **Objeção 3:** Demais. Segundo Tiago 1,17, em Deus «…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

Ele repetiu, com o título de «os céus», aquilo que antes designara pelo nome de «os Santos». Pois está escrito acerca desses mesmos Santos: «Os céus publicam a glória de Deus»; os quais todos têm por natureza em si mesmos a mutabilidade que lhes é própria, mas, enquanto desejam ardentemente unir-se sempre à imutável Verdade, ao unir-se, conseguem tornar-se imutáveis; e, enquanto se conservam fixos nela com pleno afeto, alcançam um dia que, sendo levados acima de si mesmos, superem aquilo que em si mesmos eram mutáveis. Pois o que é a mutabilidade senão uma espécie de morte? a qual, ao mudar uma coisa em outra, como que mata o que era, para que comece a ser o que não era. E está escrito acerca do Autor de todas as coisas: «o qual só possui a imutabilidade», porquanto só Ele é imutável em Si…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 38 · c. 540–604

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São Gregório Magno

Ainda que "trevas" ou "sombra da morte" possam ser entendidas também noutro sentido. Pois toda mudança é uma espécie de semelhança da morte. Porque aquilo que muda uma coisa, corta-a, por assim dizer, do que era antes; para que cesse de ser o que era, e comece a ser o que não era. Porque então a verdadeira Luz, nosso Criador, quero dizer, não é obscurecida por nenhuma vicissitude de mudança, nem ensombrada por nenhuma deficiência na Sua própria natureza; mas é próprio da Sua natureza brilhar imutavelmente, diz-se que "trevas" e "sombra da morte" não existem nEle. Por isso está escrito noutro lugar: *No qual não há mudança, nem sombra de variação* (Tg 1,17). E daí novamente, o Apóstolo Paulo diz: *O qual só tem a imortalidade, e habita na luz inacessível* (1Tm 6,16). Mas, visto que todos sa…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 9 · c. 540–604

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São Gregório Magno

9. Tu entendes: Como Eu, que no tempo da tranquilidade os suporto unidos contra Mim, e quando venho finalmente com severidade, os disperso na minha ira. Mas devemos observar cuidadosamente sobre estes assuntos que um grave erro de incredulidade é admitido, se alguém porventura pensa que naquela Substância da Divindade a ira e a tranquilidade são variáveis. Pois o Criador de todos é sumamente imortal, porque não é mutável, como uma criatura. Donde é dito d’Ele por Tiago: Em quem não há mudança, nem sombra de variação. [Tg. 1, 17] Donde novamente está escrito: Mas tu, ó Senhor, julgas com tranquilidade. [Sab. 12, 18] Donde o Profeta diz: A terra foi feita deserta por causa da ira da Pomba, por causa do furor do Senhor. [Jer. 25, 38] Pois o que primeiro chamara ira da pomba, depois chamou fur…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 9 · c. 540–604

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