Referência

Tg 1, 20

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Matos Soares

20porque a ira do homem não cumpre a justiça de Deus.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que em Cristo não houve ira. Porque está escrito (Tg 1,20): «A ira do homem não obra a justiça de Deus». Ora, tudo o que em Cristo havia pertencia à justiça de Deus, pois d’Ele está escrito (1Cor 1,30): «O qual nos foi feito por Deus justiça». Logo, parece que em Cristo não houve ira. Objeção 2: Ademais, a ira opõe-se à mansidão, como é claro na Ética IV, 5. Ora, Cristo foi mansíssimo. Logo, não houve ira n’Ele. Objeção 3: Ademais, Gregório diz (Moral. V, 45) que «a ira que nasce do mal cega o olho da mente, mas a ira que nasce do zelo o perturba». Ora, o olho da mente em Cristo não estava nem cego nem perturbado. Logo, em Cristo não houve nem ira pecaminosa nem ira zelosa. Em contrário, está escrito (Jo 2,17) que as palavras do Sl 58,10: «O zelo da tua casa me devorou…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 9 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

78. A qual sentença teria sido verdadeira, se não fora proferida contra a paciência de tão grande homem. Mas pesemos bem a coisa que é dita, ainda que seja feita recuar pela virtude do ouvinte, para que mostremos quão reta é a matéria que se expõe, se não fosse injustamente exposta contra o bem-aventurado Jó; pois está escrito: *Mas Tu, Senhor, julgas com tranqüilidade*. [Sab. 12, 18] Devemos, antes de tudo, saber que, quantas vezes refreamos os tumultuosos movimentos do ânimo sob a virtude da mansidão, estamos a ensaiar o retorno à semelhança do nosso Criador. Porque, quando a paz do ânimo é fustigada pela Ira, rasgada e despedaçada, por assim dizer, é lançada na confusão, de modo que não está em harmonia consigo mesma e perde a força da semelhança interior. Consideremos, pois, quão grand…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 78 · c. 540–604

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