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Jr 10, 24

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Matos Soares

24Castiga-me, Senhor, porém segundo a justiça, e não no teu furor, para que não suceda que me reduzas a nada.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o pecado incorre em uma dívida de pena infinita em quantidade. Pois está escrito (Jer 10,24): «Castigai-me, ó Senhor, mas com juízo, e não no vosso furor, para que me não reduzais a nada». Ora, a ira ou o furor de Deus significam metaforicamente a vingança da justiça divina; e ser reduzido a nada é uma pena infinita, assim como fazer algo do nada denota poder infinito. Logo, segundo a vingança de Deus, ao pecado é atribuída uma pena infinita em quantidade. Objeção 2: Ademais, a quantidade da pena corresponde à quantidade da culpa, conforme Dt 25,2: «Segundo a medida do pecado será também a medida dos açoites». Ora, o pecado cometido contra Deus é infinito, porque a gravidade do pecado aumenta conforme a grandeza da pessoa contra a qual se peca (assim, é pecado mais g…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que Deus não pode aniquilar coisa alguma. Pois Agostinho diz (Questões 83, q. 21) que "Deus não é causa de coisa alguma que tenda à não-existência". Mas Ele seria tal causa se aniquilasse alguma coisa. Logo, não pode aniquilar coisa alguma. **Objeção 2:** Ademais, pela sua bondade é Deus a causa de as coisas existirem, pois, como diz Agostinho (A Doutrina Cristã, I, 32): "Porque Deus é bom, nós existimos". Ora, Deus não pode deixar de ser bom. Logo, não pode fazer com que as coisas deixem de existir; o que se daria se Ele aniquilasse alguma coisa. **Objeção 3:** Ademais, se Deus aniquilasse algo, seria por sua ação. Mas isso não pode ser, porque o termo de toda ação é a existência. Por isso mesmo a ação de uma causa corruptora tem seu termo em algo gerado; pois, qua…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o pecado incorre em dívida de pena infinita em quantidade. Pois está escrito (Jer. 10,24): "Castiga-me, Senhor, porém com juízo; não no teu furor, para que não me reduzas a nada." Ora, a ira ou furor de Deus significa metaforicamente a vingança da justiça divina; e ser reduzido a nada é uma pena infinita, assim como fazer algo do nada denota poder infinito. Logo, segundo a vingança de Deus, ao pecado é atribuída uma pena infinita em quantidade. Objeção 2: Ademais, a quantidade da pena corresponde à quantidade da culpa, segundo Dt 25,2: "Segundo a medida do pecado, será também a medida dos açoites." Ora, o pecado cometido contra Deus é infinito, porque a gravidade do pecado aumenta conforme a grandeza da pessoa pecada (assim, é pecado mais grave ferir o soberano do qu…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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