Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que o pecado incorre em uma dívida de pena infinita em quantidade. Pois está escrito (Jer 10,24): «Castigai-me, ó Senhor, mas com juízo, e não no vosso furor, para que me não reduzais a nada». Ora, a ira ou o furor de Deus significam metaforicamente a vingança da justiça divina; e ser reduzido a nada é uma pena infinita, assim como fazer algo do nada denota poder infinito. Logo, segundo a vingança de Deus, ao pecado é atribuída uma pena infinita em quantidade. Objeção 2: Ademais, a quantidade da pena corresponde à quantidade da culpa, conforme Dt 25,2: «Segundo a medida do pecado será também a medida dos açoites». Ora, o pecado cometido contra Deus é infinito, porque a gravidade do pecado aumenta conforme a grandeza da pessoa contra a qual se peca (assim, é pecado mais g…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274
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